sábado, 7 de janeiro de 2017

Texto autoral - SAKURÁ (Uiara Melo)

Olá boa noite.

Venho dividir um texto autoral que com ele fiquei em 3º lugar no Festival de Literatura e Artes Literária - FLAL no Facebook em 2016.


SAKURÁ


           Primavera de 1980, eu estava de passagem pelo Brasil, em uma viagem com escala na cidade de São Paulo. Como o meu próximo voo a Nova Iorque pela Varig só iria acontecer na manhã do dia seguinte, decidi então, hospedar-me em uma pousada perto do aeroporto de Guarulhos. Assim que cheguei, fui fazer o check-in, a recepcionista - uma bela moça com leves traços orientais - foi muito gentil comigo, e me passou todas as informações possíveis para que a minha estadia ali fosse a mais confortável. Ouvi com atenção todas as instruções, porém, um pequeno anúncio em cima do balcão me chamou atenção. Pequei o papel e li: “Venha conhecer o bairro da Liberdade”, como ainda era por volta das quatorze horas, subi até o quarto, acomodei as malas no chão, sentei-me na cama e fiquei a observar a vizinhança pela janela.
            Novamente o pequeno papel me chamou atenção, e pensei, porque não conhecer este lugar, que parecia-me ser exótico, alegre. Tomada a decisão, fui até a minha mala, dali tirei uma toalha, uma muda de roupa e a nécessaire com sabonete etc. Rumei até banheiro e tomei banho, minutos depois já estava vestido, pronto para conhecer o bairro da Liberdade. Desci as escadas e quando cheguei à recepção já havia outra pessoa atrás do balcão, um rapaz.
- Pois não senhor?
- Eu gostaria de um táxi.
- Sim, posso providenciar para o senhor.
- Obrigado.
Fiquei a esperar na saleta lendo uma revista que havia ali.
- Senhor, o táxi já está aguardando-o.  – informou minutos depois.
Coloquei a revista de volta ao local de onde a retirei, fui para o lado de fora verificar, e realmente havia um táxi a aguardar-me.
- Boa noite. – disse o motorista
- Boa noite, bairro da Liberdade. – solicitei
- Certo. – respondeu o motorista acionando o motor do veículo.
Como era sábado, já no início de noite, o trânsito estava bom, então, quarenta minutos depois, se não me engano, já estávamos onde eu desejava, bairro da Liberdade.
- Senhor, chegamos. O senhor tem algum lugar específico para que eu o deixe? – disse o motorista confirmando a minha dúvida
- Não, não tenho. Você poderia me indicar algum? – perguntei assim que ele estacionou o veículo.
- Veja bem, subindo a rua você terá bastante restaurantes para escolher, porém, recomendo o Tempura que é um restaurante com dança típica japonesa aos sábados, a partir das vinte e duas horas. – comentou
- Certo, muito obrigado. Vou andar um pouco e ver se consigo achar o restaurante Tempura. – agradeci, paguei pela corrida, e subi a Galvão Bueno* assim como dizia a placa em seu início.
Ao subir a ladeira, já me sentia ambientado em uma comunidade asiática, oriental, com aromas peculiares. Logo no inicio tinha um belo arco em cor vermelha, e em sua longa extensão haviam postes temáticos com abajures. Já na parte plana, comecei a procurar pelo restaurante que me foi indicado, Tempura. Andei mais um pouco e encontrei o que procurava. A sua frente era bem típica com letras em mandarim, o local estava revestido de uma madeira de cor escura e a sua porta de entrada também em madeira preenchidos com papel translúcido.
Assim que corri com a porta para entrar, fui recebido por uma gueixa com cumprimento típico – junta-se as mãos em frete ao peito, e leva-se o corpo para frente levemente.
- Namastê. _ disse ela
- Namastê. _ respondi
Fui conduzido até uma pequena mesa, de altura considerável para que coubesse somente minhas pernas em baixo, a mesa estava em cima de um tapete macio. Tirei os sapatos e me sentei no tapete. Mostraram-me o cardápio e para não cometer erros, escolhi algo bem simples, um tempura de camarão, yakissoba, e para beber pedi saquê. Fiquei observando o local, as pessoas que ali estavam conversavam em tom baixo. As luzes em meio tom, com aromas doces e cítricos ao mesmo tempo. Fui interrompido da minha observação quando o saquê me foi servido. O garçom disse que logo viriam o yakissoba e o tempura de camarão.
Ainda degustando o saquê, me foi servido o jantar em um recipiente que parecia uma cuia, e juntamente com ele os temidos palitinhos, os hashi. Com cuidado, eu me divertia com os palitos tentando comer algo decentemente, eu sabia que com certeza tinha alguém a me observar.
Gentilmente se aproximou de mim uma jovem, vestida lindamente de gueixa com uma delicada flor presa em seu cabelo. Ela com aquele sorriso contido, olhou para mim timidamente e tentou explicar-me como se usava o hashi. Os pegou de minhas mãos e gentilmente me mostrou como fazer, prestei bastante atenção, mesmo que a sua doçura, e o seu sorriso me distraísse. Assim, que percebeu que eu poderia continuar sozinho com o hashi, ela se distanciou e a perdi de vista. Logo depois, ainda rindo sozinho pelo fracasso com os palitos, ao fundo ouvi uma música oriental e detrás da cortina de madeira, saíram cinco lindas orientais - gueixas, e ela estava junto, graciosa. Elas começaram a dançar em movimento lentos e sutis que seguiam ritmados ao som da música. A sua face era de uma paz sem igual. As cores do seu quimono eram de uma única e esplêndida delicadeza. Eu não sabia se àquela altura eu estava apaixonado ou se era o efeito do saquê.
Ao terminar a dança, elas se recolheram e eu havia também terminado o meu jantar, mas não poderia ir embora, sem ao menos saber o seu nome. Então, solicitei mais um saquê e fiquei a enrolar até que ela pudesse aparecer. As horas foram se passando e nada da jovem moça. Eu já estava me sentindo vencido com o coração abalado, e aos meus trinta anos, sentir essa alegria, não seria justo, ou seria?
- Senhor, nós já iremos fechar o restaurante. – gentilmente informou o garçom
- Sim, claro. Pode trazer a conta? – respondi desapontado
            O garçom saiu, e eu fiquei a aguardar. Assim que ele retornou paguei pelo que consumi e me dirigi a saída, até porque logo pela manhã eu teria que estar no avião a caminho de Nova Iorque. Em frente ao restaurante, com a temperatura externa já reduzida, minhas mãos começaram a ficar geladas e as levo para dentro do apertado bolso da calça jeans. E enquanto eu pensava em como voltar para a pousada, ouço risos vindo da lateral do restaurante. Curioso, vou até lá ver o que estava acontecendo. Quando me aproximei, vi um grupo de pessoas a conversar alegremente. Então, vi uma moça ao longe com uma flor delicada ao alto de sua cabeça, um pouco inclinada para a direita. Aproximei-me para solicitar informações de como voltar ao meu destino. Assim que cheguei mais perto, alguns pararam de falar e começaram a me encarar, a moça estava de costas para mim e, ao perceber que os outros pararam de falar, ela virou-se para ver. Então era ela, a minha gueixa.
            Perdi o chão, tremi dos pés à cabeça, talvez o saquê já havia perdido o efeito e o frio estava tomando conta do meu corpo, mas não foi nada disso. Eu estava tremendo de surpresa ao encontra-la novamente. Agora sem a pintura em face, percebi que a minha gueixa, era a recepcionista da pousada.
- Senhor Pedro? – pausa - O quê o senhor ainda está fazendo aqui? – perguntou gentil
- Mas, você é a ... – pausa- ... estou querendo ir embora. - outra pausa-  Mas... então era você lá dentro?!
- Sim... – respondeu encabulada – Muitos dizem que eu fico diferente quando me visto assim. – falou
- Sim, muito. Nossa! – surpreso – Muito linda a dança. – tentei arrumar assunto mesmo quase entrando em choque hipotérmico
- O senhor quer que eu chame um táxi? – comentou ao me ver encolhido em mim mesmo de tanto frio.
- Táxi? – saí da inércia – Não, táxi não. É que ... qual é mesmo o seu nome? – realmente eu não saiba o seu nome, e as pessoas que estavam em volta, perceberam que a conversa se reduziu a nós dois e saíram de perto.
- Sakurá. – respondeu ela
- Diferente... – respondi não mais escondendo o sorriso que se estampara em minha face
- Sim, Sakurá. Minha mãe é brasileira e o meu pai é nissei, então eu sou uma sansei.
- Sim... – estava muito interessado em ouvi-la falar por toda a noite
- O senhor não precisa ir embora? Está com frio.
- Na verdade, eu queria sim ir embora, mas de repente a vontade passou, menos o frio...
- Eu vou com alguns amigos aqui perto, a uma festa – pausa- o senhor não gostaria de ir? – titubeou
- Eu? – olhei para o relógio e já se passava das zero horas, então fiquei preocupado com o voo que aconteceria pela manhã. Mas eu queria mais um tempo junto dela. – Tudo bem... – respondi meio incerto do que estava fazendo.
- Que legal, então vou providenciar um casaco pra você com algum do meninos, e tirar essa roupa. – disse tranquila, mas sorridente
- Não! Não tire essa roupa – pausa – está tão bonita nela. - Sakurá sorriu e entrou.
            Por acaso, ou por desejo, agora eu estava junto de Sakurá, fazia a poucos minutos parte do seu mundo. Quando a vi lá na pousada, eu não havia lhe dado tal importância. Agora eu estava ali, indo com Sakurá a uma festa. Quando por fim ficamos a sós, em um dos cômodos do local, eu a olhei e ela me serviu uma bebida.
- O que é Sakurá? – perguntei
- Sakurá é uma arvore no Japão que floresce na primavera, e suas flores duram pouco.  – comentou
- Mas por que seus pais lhe colocaram esse nome?
- Sakurá é considerada símbolo do amor – pausa, pensou por um instante – não sei por quê os meus pais escolheram esse nome.
- Muito bom. Então, você é o amor em pessoa? – pausa- Não, desculpe, não foi bem isso que eu queria dizer. – tentei me explicar
- Tudo bem, senhor Pedro. – sorriu sem graça
- Me chame de Pedro. – dei mais um gole na tal bebida
- Você quer dar uma volta? – perguntou ela
- Por que não?
            Saímos daquele lugar barulhento e fomos andar, acabamos voltando a rua Galvão Bueno. Seguimos ladeira abaixo. Sakurá, sorria com frequência. A sua presença me fazia bem. Queria dizer-lhe que estava apaixonado, mas em algumas horas eu iria embora e não poderia lhe prometer nada.
- Para onde você está indo? – perguntou ela quebrando o silêncio
- Estou indo a Nova Iorque daqui a algumas horas. – Sakurá se calou logo após ouvir a resposta
            Continuamos a andar até pararmos em frente de um amontoado de plantas e árvores, ela olha para mim e sorri.
- Esse é o Jardim Oriental, lá abaixo são os toriis (o portal).
- Ah, o nome é torii, legal. – continuei em silêncio para escutá-la
- Essas bolas, abjures que você está vendo pendurado nesses arcos, na verdade são as lanternas típicas, o suzuranto. Quer entrar? – disse apontando para o jardim
- Mas está fechado, não? – titubiei
- Venha! – sussurrou, de alguma forma ela sabia o que estava fazendo.
            Era exatamente uma da manhã,  e eu e Sakurá estávamos andando sem compromisso dentro do Jardim Oriental.
- Você é de onde? – perguntou ela
- Eu? – pausa- Eu sou do Rio de Janeiro.
- Que legal, ainda não conheci o Rio. – comentou observando o lago que havia a nossa frente.
- Sakurá?
- Sim.
- Eu posso te dar um abraço? – perguntei, e ela se virou e sorriu
            Aproximei-me com receio, e a abracei com cuidado. Meu coração disparou ao ponto de escutá-lo em meio ao silêncio. Ficamos ali por mais algumas horas. Quando vimos que o céu já estava clareando, ficamos assustados, pois eu tinha que voltar a pousada. Saímos dali e Sakurá segurou em minha mão, e começou a correr, eu não tive outra opção senão segui-la. Logo depois já estávamos em um metrô, descemos as escadas e ela comprou um bilhete para mim, passamos pela roleta e assim que paramos na área de embarque, ela disse que eu teria que seguir até a estação Portuguesa – Tieté e lá buscar informações sobre a pousada.
- Mas, você não vem? – perguntei
- Não posso, te deixo aqui.
- Sakurá? – falei já ouvindo o barulho do vagão se aproximar.
- Vá, e boa viagem. – disse ela
            Na indecisão, roubei-lhe um beijo, o beijo mais apaixonado que eu poderia dar a alguém. Sakurá, surpresa, nada disse após a minha ação. Então as portas se abriram e eu não tive outra alternativa, ali deixei a minha gueixa, o amor, Sakurá. Despi-me do casaco e a entreguei, e quando eu ia rumando para dentro do vagão, Sakurá me chamou.
- Pedro? – disse ela, e a olhei esperançoso
            Sakurá sorriu e entregou-me a sua flor, Sakurá. Peguei e logo depois as portas se fecharam, então o destino cortou naquele momento qualquer ligação que eu poderia ter com ela. Levei comigo só algumas lembranças, o gosto do seu beijo, o seu sorriso, o seu perfume e a sua flor Sakurá. Depois daquela noite/madrugada, nunca mais a vi. Mesmo depois de retornar ao Brasil e indo por algumas vezes nos mesmos lugares. Sakurá foi a minha paixão de primavera, guardo até hoje a flor que me deu. Onde será que está Sakurá?
Muitas vezes nos deparamos com a oportunidade de sermos felizes, porém devido as responsabilidades da vida e também pelo livre arbítrio, escolhemos caminhos que não deveriam ser caminhados. Nunca damos atenção a nossa primeira intuição, a razão sempre fala mais alto.

*Seu nome homenageia o Dr. Carlos Mariano Galvão Bueno (1834-1883), advogado e professor, e não Carlos Eduardo Galvão Bueno, locutor esportivo da Rede Globo.

Uiara Melo
Texto Registrado na BN.

34 comentários:

  1. Respostas
    1. Olá Maria. Fico muito feliz por você ter gostado. Volte sempre, ok?
      Bjs.
      Uiara Melo

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  2. Que texto lindo, faz refletir muito. Tem razão de ter ganhado o prêmio, parabéns 😊

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    1. Olá bom dia Suzane, fico muito feliz por ter gostado. Tenho estudado bastante para apresentar um bom trabalho. Volte sempre viu. Beijão.
      Uiara Melo

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  3. Que texto lindo. Parabéns. Você tem um grande talento.

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    1. Oi Mylena, que bom tê-la aqui. Fico muito feliz.
      É uma satisfação saber que gostou. Volte sempre. Beijos.
      Uiara Melo

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  4. Gostei bastante do uso de palavras como "pra" de forma a dar mais realidade as falas (:

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    1. Olá Vitor, seja bem vindo.
      Fico contente por você ter gostado do texto.
      Sim, eu tento sempre trazer de alguma forma a veracidade das palavras.
      Muito obrigada pela visita e comentário.
      Abraços, volte sempre.
      Uiara Melo

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  5. Adorei o uso de palavras como "pra" de forma a dar mais realidade as fala!

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  6. Oi, como vai?
    Gostei do texto e da reflexão que ele nos traz: Até que ponto é saudável ouvir a razão? E até onde é saudável não ouvir? Caminhamos por estradas desconhecidas e é uma pena que não podemos voltar atrás, mas é igualmente bom que não o fazemos, afinal, quem seríamos se tivéssemos mudado o caminho? Parabéns, tem muito potencial!

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    1. Oi Giovanna, obrigada pela visita e comentário.
      Fico muito contente por compartilhar com vocês os meus escritos.
      Pois é, a vida é feita de escolhas e muita das vezes não sabemos se estamos fazem o certo.
      Volte sempre.
      Uiara Melo.

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  7. Gostei muito do texto, sua escrita é simples e traz uma ótima reflexão. O prêmio com certeza foi merecido. Sucesso.

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    1. Oi Andy, obrigada pela visita e comentário.
      É eu estava inspirada nesse dia. Reconheço que realmente foi um dos melhores textos que escrevi até hoje.
      Desejo sucesso para você e volte sempre.
      Abraços,
      Uiara Melo.

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  8. Olá Uiara

    Parabéns pelo texto. Adorei a história e sim as vezes deixamos a razão falar e não o coração. Mas é assim que aprendemos.

    Um abraço! 😘

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    1. Olá Gisele, obrigada pela visita e comentário.
      Verdade as vezes a razão grita mais alto.
      Volte sempre.
      Abraços.
      Uiara Melo

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  9. Que ótimo conto foi esse, rs. Apesar de longo, a leitura foi tão agradável que li rapidinho, rs.

    Parabéns, Uiara.

    Grata surpresa, tive hoje depois desta leitura e o nome da personagem também é muito expressivo.

    Adorei, abraços.

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    1. Olá Rob, que bom vê-lo aqui novamente.
      Fico feliz por ter gostado do conto.
      É eu estava inspirada nesse dia.
      Volte sempre.
      Abraços,
      Uiara Melo.

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  10. Logo que terminei, dei um suspiro. Confesso que eu gostaria de um reencontro entre os dois. Será que teria como? rs. Sou uma romântica incurável.
    Amei, de verdade. Há lembranças que permanecem mesmo depois de tanto tempo. Há pessoas que marcam. A vida passa, e o nosso dever é valorizar cada momento.
    Parabéns!
    Sucesso!

    Estou seguindo.

    www.dezembro22.blogspot.com.br

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    1. Oi Suellen, seja bem vinda e fique à vontade para ler outros textos viu.
      A que bom que gostou, eu também gostei muito desse estava inspirada.
      Em breve postarei outros.
      Volte sempre.
      Abraços,
      Uiara Melo

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  11. Que lindo texto! Parabéns!
    E realmente em meio a correria da vida acabamos não dando o valor devido às coisas simples, ou até mesmo perdemos uma chance de sermos felizes por trocarmos o certo pelo duvidoso...enfim, seu texto serve para nos mostrar esse valor esquecido.
    Um beijo.
    Cássia Pires

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    1. Olá Cássia, tudo bem?
      Sim é um ótimo texto para reflexão.
      A vida é feita de escolhas e o "futuro" é o resultado delas.
      Seja bem vinda e volte sempre.
      Abraços,
      Uiara Melo

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  12. Belo texto!! Amei o conto! Nos leva a pensar, será que o destino é determinado por nós? Ou tinha que ser assim? Minha mãe dizia: nós fazemos um plano, mas Deus tem um plano para cada um de nós. No meu caso, na adolescência, um namorado me convidou para ir embora com ele (fugir) para outro estado, onde morava a família dele. Se eu tivesse ido meu futuro teria sido completamente diferente. Anos depois fiquei sabendo que ele havia morrido.
    Parabéns pelo concurso!!
    Abraço,
    Cidália.

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    1. Oi Cidália. Pois é, a vida é feita de escolhas. Nunca sabemos se estamos fazendo o certo, porém, tentamos não andar tão errados.
      Obrigada pela visita e comentário.
      Volte sempre.
      Abraços,
      Uiara Melo.

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  13. Texto maravilhoso! Conto incrível! Já deixei tanto de aproveitar as oportunidades... Me fez refletir demais. E me encantou a forma riquíssima e bela com a qual você conta. Me transportou para o texto, passava um filme na minha cabeça! Isso é encantador! Parabéns pelo talento!

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    1. Oi, tudo bem?
      Quem bom vê-la por aqui.
      Fico muito feliz por ter gostado do texto.
      Volte sempre.
      Abraços,
      Uiara Melo

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  14. Parabéns pela escrita! Achei o texto interessante e bem fluído.

    Att,
    Gabriel José

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    1. Oi Gabriel, obrigada.
      Fico muito contente pelo comentário.
      Volte sempre.
      Abraços,
      Uiara Melo

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  15. Eu sou suspeito em falar de contos, porque também escrevo. Mas achei esse simplesmente sensacional, amei a escrita e a forma como expõe suas ideias, parabéns e sucesso!

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    1. Oi Franklin, que bom que gostou.
      Fico contente por isso.
      Volte sempre viu.
      Abraços,
      Uiara Melo

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  16. Que lindo e merecido o reconhecimento viu! Conto incrivel, adorei a maneira como você escreve.
    Vou voltar mais vezes, beijos e sucesso.

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    1. Renally, seja bem vinda!!
      Muito obrigada pela visita, leitura e comentário.
      Volte sempre viu.
      Abraços,
      Uiara Melo.

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  17. Olá! gostei muito da leitura, parabéns pelo reconhecimento! sua escrita é muito boa!
    sucesso!

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    1. Olá, obrigada pela visita, leitura e comentário.
      Que bom que gostou.
      Volte sempre.
      Abraços,
      Uiara Melo

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