quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Comentário filme Moana - Um Mar de Aventuras 2017

Olá boa tarde.

 Então, levei minhas afilhadas hoje para assistir o mais novo filme da Disney.
 Mais uma princesa no pedaço.
 Confesso que estava curiosa.
 Mas fui surpreendida pela beleza das imagens, os detalhes muito bem traçados, e claro, Moana. Me apaixonei por essa princesa/valente.
 Sim, a Moana foge dos esteriótipos dos convencionais filmes de princesas da Disney.
 Agora estão olhando a "mulher" de uma outra perspectiva.
 Sim, recomendo a Moana para todos.
 A história, os personagens, as músicas tudo muito lindo. Para mim, é melhor do que o Frozen.

 Não percam, assistam.

 Beijão.

 Uiara Melo




sábado, 7 de janeiro de 2017

Texto autoral - SAKURÁ (Uiara Melo)

Olá boa noite.

Venho dividir um texto autoral que com ele fiquei em 3º lugar no Festival de Literatura e Artes Literária - FLAL no Facebook em 2016.


SAKURÁ


           Primavera de 1980, eu estava de passagem pelo Brasil, em uma viagem com escala na cidade de São Paulo. Como o meu próximo voo a Nova Iorque pela Varig só iria acontecer na manhã do dia seguinte, decidi então, hospedar-me em uma pousada perto do aeroporto de Guarulhos. Assim que cheguei, fui fazer o check-in, a recepcionista - uma bela moça com leves traços orientais - foi muito gentil comigo, e me passou todas as informações possíveis para que a minha estadia ali fosse a mais confortável. Ouvi com atenção todas as instruções, porém, um pequeno anúncio em cima do balcão me chamou atenção. Pequei o papel e li: “Venha conhecer o bairro da Liberdade”, como ainda era por volta das quatorze horas, subi até o quarto, acomodei as malas no chão, sentei-me na cama e fiquei a observar a vizinhança pela janela.
            Novamente o pequeno papel me chamou atenção, e pensei, porque não conhecer este lugar, que parecia-me ser exótico, alegre. Tomada a decisão, fui até a minha mala, dali tirei uma toalha, uma muda de roupa e a nécessaire com sabonete etc. Rumei até banheiro e tomei banho, minutos depois já estava vestido, pronto para conhecer o bairro da Liberdade. Desci as escadas e quando cheguei à recepção já havia outra pessoa atrás do balcão, um rapaz.
- Pois não senhor?
- Eu gostaria de um táxi.
- Sim, posso providenciar para o senhor.
- Obrigado.
Fiquei a esperar na saleta lendo uma revista que havia ali.
- Senhor, o táxi já está aguardando-o.  – informou minutos depois.
Coloquei a revista de volta ao local de onde a retirei, fui para o lado de fora verificar, e realmente havia um táxi a aguardar-me.
- Boa noite. – disse o motorista
- Boa noite, bairro da Liberdade. – solicitei
- Certo. – respondeu o motorista acionando o motor do veículo.
Como era sábado, já no início de noite, o trânsito estava bom, então, quarenta minutos depois, se não me engano, já estávamos onde eu desejava, bairro da Liberdade.
- Senhor, chegamos. O senhor tem algum lugar específico para que eu o deixe? – disse o motorista confirmando a minha dúvida
- Não, não tenho. Você poderia me indicar algum? – perguntei assim que ele estacionou o veículo.
- Veja bem, subindo a rua você terá bastante restaurantes para escolher, porém, recomendo o Tempura que é um restaurante com dança típica japonesa aos sábados, a partir das vinte e duas horas. – comentou
- Certo, muito obrigado. Vou andar um pouco e ver se consigo achar o restaurante Tempura. – agradeci, paguei pela corrida, e subi a Galvão Bueno* assim como dizia a placa em seu início.
Ao subir a ladeira, já me sentia ambientado em uma comunidade asiática, oriental, com aromas peculiares. Logo no inicio tinha um belo arco em cor vermelha, e em sua longa extensão haviam postes temáticos com abajures. Já na parte plana, comecei a procurar pelo restaurante que me foi indicado, Tempura. Andei mais um pouco e encontrei o que procurava. A sua frente era bem típica com letras em mandarim, o local estava revestido de uma madeira de cor escura e a sua porta de entrada também em madeira preenchidos com papel translúcido.
Assim que corri com a porta para entrar, fui recebido por uma gueixa com cumprimento típico – junta-se as mãos em frete ao peito, e leva-se o corpo para frente levemente.
- Namastê. _ disse ela
- Namastê. _ respondi
Fui conduzido até uma pequena mesa, de altura considerável para que coubesse somente minhas pernas em baixo, a mesa estava em cima de um tapete macio. Tirei os sapatos e me sentei no tapete. Mostraram-me o cardápio e para não cometer erros, escolhi algo bem simples, um tempura de camarão, yakissoba, e para beber pedi saquê. Fiquei observando o local, as pessoas que ali estavam conversavam em tom baixo. As luzes em meio tom, com aromas doces e cítricos ao mesmo tempo. Fui interrompido da minha observação quando o saquê me foi servido. O garçom disse que logo viriam o yakissoba e o tempura de camarão.
Ainda degustando o saquê, me foi servido o jantar em um recipiente que parecia uma cuia, e juntamente com ele os temidos palitinhos, os hashi. Com cuidado, eu me divertia com os palitos tentando comer algo decentemente, eu sabia que com certeza tinha alguém a me observar.
Gentilmente se aproximou de mim uma jovem, vestida lindamente de gueixa com uma delicada flor presa em seu cabelo. Ela com aquele sorriso contido, olhou para mim timidamente e tentou explicar-me como se usava o hashi. Os pegou de minhas mãos e gentilmente me mostrou como fazer, prestei bastante atenção, mesmo que a sua doçura, e o seu sorriso me distraísse. Assim, que percebeu que eu poderia continuar sozinho com o hashi, ela se distanciou e a perdi de vista. Logo depois, ainda rindo sozinho pelo fracasso com os palitos, ao fundo ouvi uma música oriental e detrás da cortina de madeira, saíram cinco lindas orientais - gueixas, e ela estava junto, graciosa. Elas começaram a dançar em movimento lentos e sutis que seguiam ritmados ao som da música. A sua face era de uma paz sem igual. As cores do seu quimono eram de uma única e esplêndida delicadeza. Eu não sabia se àquela altura eu estava apaixonado ou se era o efeito do saquê.
Ao terminar a dança, elas se recolheram e eu havia também terminado o meu jantar, mas não poderia ir embora, sem ao menos saber o seu nome. Então, solicitei mais um saquê e fiquei a enrolar até que ela pudesse aparecer. As horas foram se passando e nada da jovem moça. Eu já estava me sentindo vencido com o coração abalado, e aos meus trinta anos, sentir essa alegria, não seria justo, ou seria?
- Senhor, nós já iremos fechar o restaurante. – gentilmente informou o garçom
- Sim, claro. Pode trazer a conta? – respondi desapontado
            O garçom saiu, e eu fiquei a aguardar. Assim que ele retornou paguei pelo que consumi e me dirigi a saída, até porque logo pela manhã eu teria que estar no avião a caminho de Nova Iorque. Em frente ao restaurante, com a temperatura externa já reduzida, minhas mãos começaram a ficar geladas e as levo para dentro do apertado bolso da calça jeans. E enquanto eu pensava em como voltar para a pousada, ouço risos vindo da lateral do restaurante. Curioso, vou até lá ver o que estava acontecendo. Quando me aproximei, vi um grupo de pessoas a conversar alegremente. Então, vi uma moça ao longe com uma flor delicada ao alto de sua cabeça, um pouco inclinada para a direita. Aproximei-me para solicitar informações de como voltar ao meu destino. Assim que cheguei mais perto, alguns pararam de falar e começaram a me encarar, a moça estava de costas para mim e, ao perceber que os outros pararam de falar, ela virou-se para ver. Então era ela, a minha gueixa.
            Perdi o chão, tremi dos pés à cabeça, talvez o saquê já havia perdido o efeito e o frio estava tomando conta do meu corpo, mas não foi nada disso. Eu estava tremendo de surpresa ao encontra-la novamente. Agora sem a pintura em face, percebi que a minha gueixa, era a recepcionista da pousada.
- Senhor Pedro? – pausa - O quê o senhor ainda está fazendo aqui? – perguntou gentil
- Mas, você é a ... – pausa- ... estou querendo ir embora. - outra pausa-  Mas... então era você lá dentro?!
- Sim... – respondeu encabulada – Muitos dizem que eu fico diferente quando me visto assim. – falou
- Sim, muito. Nossa! – surpreso – Muito linda a dança. – tentei arrumar assunto mesmo quase entrando em choque hipotérmico
- O senhor quer que eu chame um táxi? – comentou ao me ver encolhido em mim mesmo de tanto frio.
- Táxi? – saí da inércia – Não, táxi não. É que ... qual é mesmo o seu nome? – realmente eu não saiba o seu nome, e as pessoas que estavam em volta, perceberam que a conversa se reduziu a nós dois e saíram de perto.
- Sakurá. – respondeu ela
- Diferente... – respondi não mais escondendo o sorriso que se estampara em minha face
- Sim, Sakurá. Minha mãe é brasileira e o meu pai é nissei, então eu sou uma sansei.
- Sim... – estava muito interessado em ouvi-la falar por toda a noite
- O senhor não precisa ir embora? Está com frio.
- Na verdade, eu queria sim ir embora, mas de repente a vontade passou, menos o frio...
- Eu vou com alguns amigos aqui perto, a uma festa – pausa- o senhor não gostaria de ir? – titubeou
- Eu? – olhei para o relógio e já se passava das zero horas, então fiquei preocupado com o voo que aconteceria pela manhã. Mas eu queria mais um tempo junto dela. – Tudo bem... – respondi meio incerto do que estava fazendo.
- Que legal, então vou providenciar um casaco pra você com algum do meninos, e tirar essa roupa. – disse tranquila, mas sorridente
- Não! Não tire essa roupa – pausa – está tão bonita nela. - Sakurá sorriu e entrou.
            Por acaso, ou por desejo, agora eu estava junto de Sakurá, fazia a poucos minutos parte do seu mundo. Quando a vi lá na pousada, eu não havia lhe dado tal importância. Agora eu estava ali, indo com Sakurá a uma festa. Quando por fim ficamos a sós, em um dos cômodos do local, eu a olhei e ela me serviu uma bebida.
- O que é Sakurá? – perguntei
- Sakurá é uma arvore no Japão que floresce na primavera, e suas flores duram pouco.  – comentou
- Mas por que seus pais lhe colocaram esse nome?
- Sakurá é considerada símbolo do amor – pausa, pensou por um instante – não sei por quê os meus pais escolheram esse nome.
- Muito bom. Então, você é o amor em pessoa? – pausa- Não, desculpe, não foi bem isso que eu queria dizer. – tentei me explicar
- Tudo bem, senhor Pedro. – sorriu sem graça
- Me chame de Pedro. – dei mais um gole na tal bebida
- Você quer dar uma volta? – perguntou ela
- Por que não?
            Saímos daquele lugar barulhento e fomos andar, acabamos voltando a rua Galvão Bueno. Seguimos ladeira abaixo. Sakurá, sorria com frequência. A sua presença me fazia bem. Queria dizer-lhe que estava apaixonado, mas em algumas horas eu iria embora e não poderia lhe prometer nada.
- Para onde você está indo? – perguntou ela quebrando o silêncio
- Estou indo a Nova Iorque daqui a algumas horas. – Sakurá se calou logo após ouvir a resposta
            Continuamos a andar até pararmos em frente de um amontoado de plantas e árvores, ela olha para mim e sorri.
- Esse é o Jardim Oriental, lá abaixo são os toriis (o portal).
- Ah, o nome é torii, legal. – continuei em silêncio para escutá-la
- Essas bolas, abjures que você está vendo pendurado nesses arcos, na verdade são as lanternas típicas, o suzuranto. Quer entrar? – disse apontando para o jardim
- Mas está fechado, não? – titubiei
- Venha! – sussurrou, de alguma forma ela sabia o que estava fazendo.
            Era exatamente uma da manhã,  e eu e Sakurá estávamos andando sem compromisso dentro do Jardim Oriental.
- Você é de onde? – perguntou ela
- Eu? – pausa- Eu sou do Rio de Janeiro.
- Que legal, ainda não conheci o Rio. – comentou observando o lago que havia a nossa frente.
- Sakurá?
- Sim.
- Eu posso te dar um abraço? – perguntei, e ela se virou e sorriu
            Aproximei-me com receio, e a abracei com cuidado. Meu coração disparou ao ponto de escutá-lo em meio ao silêncio. Ficamos ali por mais algumas horas. Quando vimos que o céu já estava clareando, ficamos assustados, pois eu tinha que voltar a pousada. Saímos dali e Sakurá segurou em minha mão, e começou a correr, eu não tive outra opção senão segui-la. Logo depois já estávamos em um metrô, descemos as escadas e ela comprou um bilhete para mim, passamos pela roleta e assim que paramos na área de embarque, ela disse que eu teria que seguir até a estação Portuguesa – Tieté e lá buscar informações sobre a pousada.
- Mas, você não vem? – perguntei
- Não posso, te deixo aqui.
- Sakurá? – falei já ouvindo o barulho do vagão se aproximar.
- Vá, e boa viagem. – disse ela
            Na indecisão, roubei-lhe um beijo, o beijo mais apaixonado que eu poderia dar a alguém. Sakurá, surpresa, nada disse após a minha ação. Então as portas se abriram e eu não tive outra alternativa, ali deixei a minha gueixa, o amor, Sakurá. Despi-me do casaco e a entreguei, e quando eu ia rumando para dentro do vagão, Sakurá me chamou.
- Pedro? – disse ela, e a olhei esperançoso
            Sakurá sorriu e entregou-me a sua flor, Sakurá. Peguei e logo depois as portas se fecharam, então o destino cortou naquele momento qualquer ligação que eu poderia ter com ela. Levei comigo só algumas lembranças, o gosto do seu beijo, o seu sorriso, o seu perfume e a sua flor Sakurá. Depois daquela noite/madrugada, nunca mais a vi. Mesmo depois de retornar ao Brasil e indo por algumas vezes nos mesmos lugares. Sakurá foi a minha paixão de primavera, guardo até hoje a flor que me deu. Onde será que está Sakurá?
Muitas vezes nos deparamos com a oportunidade de sermos felizes, porém devido as responsabilidades da vida e também pelo livre arbítrio, escolhemos caminhos que não deveriam ser caminhados. Nunca damos atenção a nossa primeira intuição, a razão sempre fala mais alto.

*Seu nome homenageia o Dr. Carlos Mariano Galvão Bueno (1834-1883), advogado e professor, e não Carlos Eduardo Galvão Bueno, locutor esportivo da Rede Globo.

Uiara Melo
Texto Registrado na BN.

Comparativo: Romance “Vidas Secas” de Graciliano Ramos com o filme “Abril Despedaçado” de Walter Salles.

Olá boa tarde.

Deixando aqui o post de hoje.

Comparativo: Romance “Vidas Secas” de Graciliano Ramos com o filme “Abril Despedaçado” de Walter Salles.


° Vidas Secas
  Drama dos retirantes diante da seca implacável e da pobreza que leva a um relacionamento seco e doloroso entre as personagens.
    Fabiano – O chefe de família, homem rude e quase incapaz de expressar os seus pensamentos em palavras.
    Sinhá Vitória – Sua esposa que tem um intelectual mais elevado, no qual ele admira.
    Menino mais novo – Quer realizar algo que posso ser notado pelo pai, despertando assim uma admiração do irmão mais velho e da cachorra Baleia.
    Menino mais Velho - Descobre a palavra INFERNO o que o leva a uma curiosidade onde procura esclarecer com a, já que o seu pai é ignorante para isso.
    Balei - A cachorra da família, que segue fiel a eles a ponto de dividir a sua comida. Não esquecendo-se do papagaio o seu melhor amigo.
    Soldado Amarelo - O representante da lei na cidade, é corrupto e acaba virando o inimigo de Fabiano durante toda a história.
    Tomás da Bolandeira - Dono da fazenda onde a família se abrigou durante a tempestade.

° Abril Despedaçado
  História de duas famílias Breves e Ferreira que vivem no sertão entre a pobreza e a seca. Que disputam de forma drástica a posse das terras tirando vidas dos membros de suas famílias. É intimista e trágico, e sua riqueza está na forma com que mostra o desejo de seus personagens por alterar uma condição que lhes é opressora.
    Pai - O chefe de família, ignorante que induz o filho Tonho a vingar-se da morte do seu filho mais velho, trabalha na bolandeira esmagando cana para fazer rapadura que irá ser vendida na cidade. Depois de uma briga com Tonho ele perde os bois que o ajuda na bolandeira.
    Mãe - Oprimida a aceitar esta vida de pobreza, trabalho maçante, e a perda gradual de seus filhos, ajuda o seu marido na bolandeira. Depois de perder o seu filho mais novo, ela toma coragem e deixa Tonho ir embora para viver uma vida livre.
    Tonho – Um rapaz sem expectativas, que não concorda com briga entre as famílias, é obrigado a matar quem matou o seu irmão. Tudo muda quando Tonho, já condenado à morte, descobre o amor no sorriso de Clara, a malabarista que deu o livro ao menino e que se apresenta na cidade ao lado. A sua morte, que já estava marcada para acontecer, já não lhe importava mais, pois ele tinha encontrado o amor, que o fez ver a vida de uma forma diferente, tem um bom relacionamento com o irmão mais novo. Depois da morte do seu irmão mais novo, Tonho decide por um ponto final naquela briga e vai embora de casa.
    Menino - Filho mais novo da família, que vai de encontro a luz, ele nos conduz durante toda a história, é contador de metáforas, preocupado com o irmão Tonho, ajuda a família na bolandeira. Mas quando ele conhece a Clara e o Salustiano, tudo muda. Eles (Clara e Salustiano) o presenteiam com um livro de história, que o leva a criar a sua própria só com a leitura das imagens do livro, porque não sabe ler. Seus pais nem se deram ao trabalho de dar um nome ao menino. Para quê, se ele estava fadado à morte? Pois é esse menino que representa o não-conformismo pelas tradições, a possibilidade de poder sonhar e acreditar naquilo que ele não via. Apesar de não possuir um nome, o menino consegue dar asas à imaginação e, por isso, serve de ponte para que Tonho também consiga extravasa seus sentimentos reprimidos no seio familiar. Em terra de cegos, quem enxerga é rei. Esse rei sem nome que vai mostrar a Tonho que há vida fora de sua casa, do canavial, da bolandeira de onde tiram o sustento da casa. Sendo muito questionador, ao ver a felicidade do seu irmão, ele se lança à morte em seu lugar.
    Salustiano e Clara - uma dupla de artistas mambembes em uma cidade vizinha atiça a curiosidade do garoto de descobrir o mundo lá fora. Um presente dado pela dupla é o crucial para que a descoberta aconteça: um livro. Clara se apaixona por Tonho e mostra a ele que a vida tem sentido, amor, e prazeres também. Salustiano dá um nome ao menino que passa a se chamar Pacu.
    Sangue Amarelo - É a espinha dorsal da história. Quando a hora chega, o sangue da camisa está amarelo, observação que é uma sentença de morte.

Sonhar X Realizar X Desejar
    Sonhar: 3 Ver (alguém ou alguma coisa) em sonho, conviver ou comunicar-se com, em sonho: Sonhava o faraó com sete vacas gordas e outras sete magras. A moça sonhou com sua falecida mãe., 6 Alimentar, pôr na imaginação: Agora, vive sonhando viagens (ou: com viagens) 7 Pensar constantemente em (alguém ou alguma coisa); ter a idéia fixa: Sonha Irene com altas e belas realizações. Não sonhava o tarado de Zola em possuir uma mulher; sonhava em matá-la. Sonhar acordado: devanear, fantasiar absurdamente.
    Realizar: 1 Tornar real ou efetivo: Conseguimos realizar os nossos desígnios. 2. Pôr em ação ou em prática; efetuar, efetivar, 4 Considerar como reais (os seres abstratos).
    Desejar: 1 Ter desejo de; ambicionar, apetecer: "Desejou Zaqueu ver a Cristo" (Pe. Antônio Vieira). Desejo-lhe a maior felicidade. 2. Exprimir o desejo de: Ao despedir-se, desejou-lhe boa viagem. 3. Ter gosto ou empenho em: Desejava a sua queda e trabalhara para ela. 4. Cobiçar: Desejar coisas alheias. 5. Querer para algum fim: Desejava-a para secretária. 6 Querer possuir: Não a amava, desejava-a. 7 Sentir desejos: Sente fome o espírito de quem deseja.
    Depois de pesquisar no dicionário o significado de sonhar, realizar e desejar percebi algo em comum entre os personagens Sinhá Vitória, cachorra Baleia e o Menino, pois existe neles a perseverança em tornar real aquilo que sonham, e desejam. A Sinhá Vitória tem o sonho no qual deseja um dia ter uma cama, em que possa repousar o seu corpo cansado, e seus pés calejados de tanto rodar pelos caminhos árduos do sertão. A cachorra Baleia, antes de morrer, passa por momentos difíceis. Baleia “sonha e deseja acordar feliz num mundo cheio de preás. Lamberia as mãos de Fabiano, um Fabiano enorme. As crianças se espojariam com ela, rolariam com ela num pátio enorme, num chiqueiro enorme. O mundo ficaria todo cheio de preás, gordos, enormes”. O Menino, sonha e deseja conhecer a sereia do mar, pois todos que vivessem em seu reino seriam tão felizes que morreriam de tanto rir, ele sonhava com a liberdade, e com o fantástico.

Bibliografia:
Dicionário, Michaelis. Ed. Melhoramentos Ltda. 1998
Salles, Walter. Abril Despedaçado, filme drama. Brasil 2001
Ramos, Graciliano. Romance: Vidas Secas. 1938

Uiara Melo

Feliz dia do Leitor!!

Olá bom dia!

Feliz dia do Leitor para todos.

Aproveitem para lerem muito no dia de hoje.

Abraços.


sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Projeto Coleção Itaú

Gente, esse projeto do Itaú é mágico.

Recebo sempre e os livros ficam aqui em casa disponíveis para a leitura das minhas sobrinhas.

Os últimos que eu recebei são uma graça.

Gostei muito e recomento o projeto para todos!!


Comente e volte sempre!!!

ATENÇÃO - AGORA É A HORA!!!

Bom dia leitores românticos, tudo bem?

Vejam que ótima oportunidade para escritores independentes e de inicio de carreira, avise aos seus escritores favoritos essa oportunidade.


quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Entrevista projeto = Bate-papo COM

Boa tarde!!!

Assista aqui as entrevistas de 2016.
https://www.youtube.com/playlist?list=PL94102401C989E2B7
Informo que a partir de Março, entrevista somente para o escritores do site da livraria Essencial Litteris Livraria. 
Aproveite essa oportunidade.


terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Comentário: Entre o Céu e a Terra de Ironi Jaeger

Olá, bom dia queridos!

Iniciando o ano colocando a leitura em dia. No ultimo natal tive o prazer - devido ao espírito natalino-, ganhar ótimos livros de escritores brasileiros para abrilhantar a minha coleção. Entretanto, esse livro me acusou curiosidade e eu o li em um poucas horas. 

Entre o Céu e a Terra
Ofanins 


Ano: 2016
Páginas: 100
Editora: ALMA
Autora: Ironi Jaeger
Sugestão para leitura: Balas ou goma de mascar.

Para esse comentário quis fazer diferente. Deixo aqui disponível dois clipes de duas músicas que eu incansavelmente cantarolava em mente enquanto lia. Uma é: Juice Newton - Angel Of The Morning, outra: Eurythmics - There Must Be An Angel (Playing With My Heart) 


(Juice Newton - Angel Of The Morning)

Então vamos ao que interessa. 

O que dizer desse livro, desse enredo? 
Em minha opinião é simplesmente maravilhoso. A forma como a escritora trabalha os personagens é de uma excelência ímpar. A delicadeza e propriedade que insere os Anjos durante o enredo (contexto) é surpreendentemente bacana. 
Eu daria spolier aqui sem problema algum, porque é bom. Mas deve haver o respeito pelo trabalho apresentado. 
A única coisa que eu não gostei, foi que o livro de 100 páginas (pequeno, mas com conteúdo) só veio a funcionar para mim a partir do capítulo 3 página 20, deixando-me com vontade de mais. E acredito que está por vir mais e, eu quero. 
Ah, mas a autora acaba com a nossa realidade de - "tô lendo, está legal, tudo nos conformes". Tem um capítulo que ela joga um balde de água fria - rsrsrsrsrsrs- nos trazendo uma nova realidade, perspectiva para a história. 

Leitores, o livro é bom!

Parabéns Ironi Jaeger pelo belo livro, gostei muito da narrativa. Espero ler outros seus. Sucesso e muita criatividade para você em 2017.

Abraços.


Sinopse: OFANINS ENTRE O CÉU E A TERRASinopse Acreditas que fazes parte dos planos de Deus? De que há sempre dois anjos, o da luz e o das trevas, lutando por sua alma? E que, conforme nossas atitudes, damos ora a um, ora a outro, a vantagem na batalha? Os da luz e sabedoria as vencem em silêncio e oração; lutam por seus protegidos com a espada do amor e da justiça. Os das trevas têm ciúmes dos seres humanos, a quem consideram rivais. E, por isso, devem ser combatidos. Não suportam a ideia de que o Criador possa amar mais a um simples mortal do que a eles. Enquanto houver um ser humano vivo, haverá guerra espiritual por sua alma.
E-mail autora: ironijaeger0@gmail.com


(Eurythmics - There Must Be An Angel (Playing With My Heart))


segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Comentário livro - Tito, o gato escondido - Flávia Vasconcelos de Brito

Olá bom dia.

Trago mais um comentário de livro infantil que tive a oportunidade em conhecer a escritora e sua obra.

Tito, o gato escondido


Ano: 2014
Editora: Selo Off Flip
Páginas: 28
Autora: Flávia Vasconcelos de Brito
Ilustrações: Glauber de Carvalho
Sugestão: Uma salada de frutas para acompanhar a história.


Então, tive a oportunidade de conhecer essa história tão bacana e a sua criadora. A escritora é tão simpática quanto o gato Tito, que deseja tanto ser amado e acaba se metendo em uma bela enrascada. 

O que tem de tão mágico e supersticioso em um simples e lindo gato preto? 
Ele é preto, e é normal como qualquer outro.
As pessoas precisam perder esse pré-conceito de que gato preto traz sorte ou azar. Ele precisa de amor, somente AMOR.

O livro aborda as dificuldades de lidar com as diferenças sendo físicas ou como comportamentais. E a escritora diz que: " O mais importante nesta vida é amar a si mesmo e aceitar a própria diferença"

Parabéns escritora pela belíssima obra.

Flávia e a Marina





domingo, 1 de janeiro de 2017

Comentário livro infantil - O dia em que Caio não sonhou - Isabella Ingra

Olá bom dia!!!

Feliz 2017, e que esse ano seja de transmutação em todos os aspectos para todos nós.

Inicio o ano com essa postagem.

O dia em que Caio não sonhou

Ano: 2016
Editora: Brinque Ler
Páginas: 20 (todas coloridas)
Autora: Isabella Ingra
Ilustrador: Marcos Lima
Sugestão: Um copo de um bom achocolatado ou milk-shake para acompanhar a leitura.




Caio não sonhou porque sonhava sempre as mesmas coisas, e assim como nós adultos, costumamos deixar de sonhar com novas possibilidades de sermos felizes, pois, insistimos muito em algo que talvez não deva ser nosso. 

Enfim, é uma história super legal que faz com que a criança pare para se questionar a respeito de seus sonhos. O livro é a continuação o primeiro O Sonho de Caio. 

Parabéns escritora Isabella Ingra, nunca deixe de sonhar, desejo muito sucesso para você e que possam vir muitos e muitos livros por aí para nos alegrar e fazer-nos sonhar.

"Se eu posso sonhar, então posso sorrir"
Isabella Ingra



Isabella Ingra e Marina

Entrevista com a Isabella Ingra