quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Música "Sou Real" - Uiara Melo

Olá bom dia!
Hoje trago uma novidade. Depois de muitos anos, resolvi fazer de uma brincadeira algo mais sério. 
Então, aqui está a minha música "Sou Real", letra e composição feitas por mim - desculpe a desafinação. 
Mas sou suspeita em falar que está muito BOM, por isso, preciso da sua opinião.

Curta o som!



Abraços,
Uiara Melo

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Comentário livro "BLOG 3K- Trollados pela vida adulta" da escritora Michelle Louise Paranhos

Olá pessoal, tudo bem?

Sim, eu tenho andado sumida. São muito projetos para tomar conta e quando tenho um tempinho tiro para descansar.

Enfim, venho falar um pouco desse livro, leve, interessante e que retrata a infância e juventude de muitas pessoas assim como eu, que hoje tenta se adequar as exigências dessa sociedade tão... tão....



 Então, quem hoje por volta dos 3.0 não passou pela crise "o quê estou fazendo"?  É bem assim a história de 3 amigos, eles tentam se encaixar na sociedade e começam a questionar vários episódios de suas vidas que acabam sendo registrados em um blogger: Blog 3K. A história é contada pela personagem Cleise (30) que leva tudo muito ao pé da letra. Ela, Clayton (26) e Carla (25) irão dividir com os leitores que não é fácil ser um pré-adulto, solteiro e que dividem a mesma residência. Eu gostei muito da leitura. E digo que não irá se arrepender. Mais um ótimo trabalho da escritora Michelle Louise Paranhos. 

Fan Page: https://www.facebook.com/pg/Blog-3k-Trollados-Pela-Vida-Adulta-1893765830946261/about/?ref=page_internal
Bolgger da Autora: http://cafe-literatura8.webnode.com/
Compre na Amazon: http://a.co/c0ZPf26


Participe você do EAF 2017 Edição especial "Aquarelas literárias do Brasil".



sábado, 12 de agosto de 2017

2º EAF LITERÁRIO EDIÇÃO ESPECIAL 2017

Olá, como estão?

Eh, ando sumida devido a muitos projetos.
Mas nesse post venho falar do projeto EAF - Encontro de Autores Fluminenses que este ano será pelo Facebook e extensivo a todos os escritores do Brasil. Aguardo a sua participação.

Inscrições até o dia 31/08.
Mês de realização: Novembro/2017
Inscrições e dúvidas: eafliterario@gmail.com


terça-feira, 6 de junho de 2017

Participação no II Festival de Talentos da FSMA 25/05/2017

Olá boa tarde.
Sim, estou sumida, mas é por uma boa causa. Tenho trabalhado bastante e estão surgindo muitos eventos muito bacanas.
Esse aqui foi o II Festival de Talentos da Faculdade Salesiana Maria Auxiliadora de Macaé. Fui convidada a cantar.
Levei junto comigo o meu parceiro musical Cau Barros.
Confira o vídeo e as fotos que ficaram lindas.
 







segunda-feira, 24 de abril de 2017

Vamos falar da Essencial Litteris Produções Literárias e Livraria

Olá bom dia!!

Este post é uma indicação para que possam conhecer essa proposta que vem somar com os movimentos literários do país que não podemos deixar findar.

É um projeto que acabou de nascer, não tem 1 mês de vida, mas está ocupando seu espaço no mundo literário.

A Essencial Litteris Produções Literárias e Livraria  surgiu depois de muitos projetos e tentativas de fazer algo significativo no mercado literário. A sua idealizadora, Uiara Melo, depois de muito ouvir os colegas de profissão e também por encontrar dificuldades em divulgação e produção dos seus trabalhos, decidiu organizar tudo em um único lugar. Sendo assim, o EL é o lugar ideal para amantes, aspirantes e valentes do universo literário.

Você pode visitar:

Site: www.essenciallitterispllivraria.com/
Instagran: www.instagram.com/essenciallitterispll
Facebook: www.youtube.com/channel/UCpxDWqD_m5o7mcw97Wpx5bg






terça-feira, 18 de abril de 2017

Dia Nacional do Livro Infantil

Oi, tem mais uma postagem para hoje.


 Nesta data como muitos já sabem comemoramos o Dia Nacional do Livro Infantil ou Dia do Monteiro Lobato. Fui convidada a participar da abertura de um projeto muto legal " Nas Ondas da Leitura" no colégio Barroco Lopes em Macaé/RJ. Digo que estou cansada, mas apaixonada!
Adorei os dois momentos com os alunos. Foram 170 autógrafos com muito amor e carinho.

A literatura nos proporciona isso: felicidade e sorriso estampado no rosto.
E como diz Monteiro: "O escritor constrói o castelo e o leitor mora nele".

Gratidão é o que eu sinto no momento.

Obrigada!!!



Paz e bem!!


Entrevistas dias 14/04 e 17/04 sobre o dia Nacional do Livro Infantil

Olá boa tarde.


 Deixo aqui um pouco de como foi a minha participação no programa "Manhã da Globo - Momento Cultural" com Guilherme Kroll e Nelson Caio. Dia 14/04/17, foi muito legal.
Fonte: Página pessoal do Guilherme Kroll.

"Na próxima terça-feira, acontecerá um evento, no Barroco Lopes, em homenagem ao Dia do Livro Infantil, com Uiara Melo. Recebemos a talentosa escritora macaense no Momento Cultural com Guilherme Kroll, no Manhã da Globo com Nelson Caio III, nessa Sexta-Feira da Paixão, e rolou um delicioso papo sobre literatura.
"Convidei a Uiara Melo para escrever uma biografia não autorizada do Nelson Caio III. Acho que o título será Meu Malvado Favorito. Brincadeiras a parte, falamos muito sobre literatura. Minha filha Milena Sobral está lendo um romance dela, chamado Zhafira, e está adorando. Pobre da criança que não tiver acesso a literatura infantil. Com certeza, algo ficará faltando em sua formação", comentou Kroll."

Foto: Guilherme Kroll

Foto Guilherme Kroll




  Agora mais um pouco do dia 17/04 com Vinicius- O gaúcho de Pelotas programa "Momento do Esporte" na Rádio da Paz. Foi muito legal a participação. 
 

Foi muito bom.



Dia do Livro Infantil - Quanto custa um livro Infantil por Uiara Melo

Olá bom dia.
            Ando sumida, está a faltar-me tempo e inspiração para produzir textos significativos para vocês leitores. Graças ao universo, a Essencial Litteris Produções Literárias e Livraria está acontecendo (aguardo a visita de vocês).

           Mas hoje quero falar do Dia do Livro Infantil (18/04) que deve ser celebrado assim como é o Dia do Livro em 29 de Outubro. Parabenizo não só ao Monteiro Lobato como tamb Flávia Vasconcelos, Isabella Ingra, Mariucha Corrêa, Milla Souza, Uiara Melo (eu) etc.
ém:

Quanto custa um livro Infantil
Uiara Melo
18/04/2017

            O que é um livro? Eu poderia responder que é uma junção de folhas, em formatos diferentes, com formatações adequadas para transmitir conteúdo, informações pertinentes para o aprendizado ou também, conteúdo somente para entreter ou preencher aquele vazio que é secretamente guardado por nós.
            Muitos dizem que alguns livros nos fazem viajar para muitos lugares sem sair de casa, e que outros já nos causam inquietações, fadigas, revoltas. Porém, na data de hoje, quero falar sobre o dia do Livro Infantil, que sempre nos lembra de Monteiro Lobato e a Emília.
            Essa data foi escolhida por ser  aniversário do Lobato, que foi um grande escritor do gênero infantil, e também um dos mais influentes escritores da literatura brasileira.
            Escrever para o público infantil é aventurar-se, arriscar-se em um universo tão subjetivo que só pertence às crianças. Tudo tem que fazer sentido, e ter um porquê. Bem como as cores têm que ser bem elaboradas, as ilustrações bem pensadas. A criança é um termômetro simples: ela gosta ou não gosta, e pronto. Conseguir entrar em seu mundo é trabalhoso, e quando entrar, respeite. 
            Parabenizo todos os escritores brasileiros do gênero infantil pela dedicação, cuidado, e amor pelo que fazem. Contudo, compartilho com vocês um texto de minha autoria, onde relato como foi a aventura de escrever para esse público tão encantador. Texto já publicado em sites dia 17 de novembro de 2016.
***
Imaginar, Criar e Viver (Uiara Melo)
Três dos mais variáveis itens necessários para um escritor são: Imaginar; Criar e Viver. Muitas das vezes um adulto com essas habilidades, pode ter sido uma criança feliz. As séries iniciais são de extrema importância para aguçar na criança o seu lado lúdico. Leitura, leitura e contação de história são bons aliados. “Na experiência lúdica, a criança, assim como o adulto, cultiva a fantasia, vivência a amizade e a solidariedade, traço fundamental para se desenvolver uma “cultura solidária” na sociedade brasileira atual” OLIVEIRA (apud BERNADES, 2005, p.46) *.
Quando permiti-me a escrever para o público infantil, fiquei com receio de como seria a receptividade dos pequenos ao lerem. Apesar da experiência com livros adultos, nesse eu tive que imaginar, criar e viver cada momento da escrita. Remeti-me ao meu EU infantil, tive que recuperar a Uiara criança que brincava de tudo e imaginava ao extremo.
Quando eu sentia dificuldade em desenvolver alguma parte do livro, eu contava com a ajuda da minha personagem principal, Marina.
Imaginar é poder pensar em algo fora da realidade, fora do senso comum.
Criar é trazer para o concreto aquilo que imaginou.
Viver é permitir-se, despir-se das preocupações de adulto e sorrir – alegrar o coração.
E assim surgiu o “Marina no faz de conta”. Um livro infantil, de doce leitura que aborda o desenvolvimento cognitivo (a maturação do pensamento, construção de ideias, a percepção do outro e a ludicidade), social (conviver em grupo, aceitar a opinião do outro, saber vencer e perder), afetivo (fortalecimento de laços sentimentais) e o corporal (noção espacial, coordenação motora grossa e fina etc).
Adultos, incentive as crianças a desenvolverem a criatividade, o lúdico em suas vidas, pois, serão adultos mais felizes e funcionários exemplares (essa é a expectativa).
*BERNARDES, E.L. Jogos e Brincadeiras: ontem e hoje. Cadernos de história da Educação, São Paulo, n.4, jan/dez 2005.
***
            Finalizo, respondendo ao título desse artigo. O livro tem o valor que lhe foi investido: dedicação, tempo, estudo. Além dos valores que estão escondidos por detrás de todo o seu encanto, os gastos pelo escritor: revisão, capa, diagramação, marketing, gráfica etc. Some, multiplique e dívida tudo isso por dois. Um livro não tem que ser barato e nem caro. Ele só tem que ter o valor fiel a um trabalho. Isso sem contar que, muitas das vezes, o escritor só recebe 10% do valor de capa. Mas, apesar disso tudo aí, o que mais conta é a remuneração afetiva quando, depois de todos os obstáculos superados, conseguimos ver um sorriso sincero na face de uma criança. Isso só nos motiva cada dia mais.
www. essenciallitterispllivraria.com

uiarameloautora@gmail.com




terça-feira, 14 de março de 2017

Imaginar, Criar e Viver - por Uiara Melo

Bom dia!!!

Para não deixar o desânimo chegar leiam mais um texto super bacana!!
Beijocas.
Não deixe de comentarrrrrrrrrrr!!!!

Imaginar, Cirar e Viver

Por Uiara Melo
Macaé, 17 de novembro 2016
Três dos mais variáveis itens necessários para um escritor são: Imaginar; Criar e Viver. Muitas das vezes um adulto com essas habilidades, pode ter sido uma criança feliz. As séries iniciais são de extrema importância para aguçar na criança o seu lado lúdico. Leitura, leitura e contação de história são bons aliados. “Na experiência lúdica, a criança, assim como o adulto, cultiva a fantasia, vivência a amizade e a solidariedade, traço fundamental para se desenvolver uma “cultura solidária” na sociedade brasileira atual” OLIVEIRA (apud BERNADES, 2005, p.46)*.
Quando permiti-me a escrever para o público infantil, fiquei com receio de como seria a receptividade dos pequenos ao lerem. Apesar da experiência com livros adultos, nesse eu tive que imaginar, criar e viver cada momento da escrita. Remeti-me ao meu EU infantil, tive que recuperar a Uiara criança que brincava de tudo e imaginava ao extremo.
Quando eu sentia dificuldade em desenvolver alguma parte do livro, eu contava com a ajuda da minha personagem principal, Marina.
Imaginar é poder pensar em algo fora da realidade, fora do senso comum.
Criar é trazer para o concreto aquilo que imaginou.
Viver é permitir-se, despir-se das preocupações de adulto e sorrir – alegrar o coração.
E assim surgiu o “Marina no faz de conta”. Um livro infantil, de doce leitura que aborda o desenvolvimento cognitivo (a maturação do pensamento, construção de ideias, a percepção do outro e a ludicidade), social (conviver em grupo, aceitar a opinião do outro, saber vencer e perder), afetivo (fortalecimento de laços sentimentais) e o corporal (noção espacial, coordenação motora grossa e fina etc).
Adultos, incentive as crianças a desenvolverem a criatividade, o lúdico em suas vidas, pois, serão adultos mais felizes e funcionários exemplares (essa é a expectativa).
uiarameloautora@gmail.com

*BERNARDES, E.L. Jogos e Brincadeiras: ontem e hoje. Cadernos de história da Educação, São Paulo, n.4, jan/dez 2005.

sexta-feira, 10 de março de 2017

Entrevista "Manhã na Rádio" com Nelson Caio 10/03/17

Olá mais novidades, hoje foi dia de entrevista e divulgar livros, projeto e livraria Essencial Litteris Livraria. Foi ótimo o bate papo. Também tivemos a presença das lindas meninas da SEMED - Macaé/RJ: Gisele e Andreia  e do jornalista Guilherme Kroll.

Muito obrigada!!!



E sigamos na luta!!!

quinta-feira, 9 de março de 2017

Participação no Programa de Leitura da SEMED - Macaé/RJ

Olá bom dia.
Quero deixar aqui registrada a minha participação no ultimo dia 08/03/17 no Programa de Leitura da SEMED - Macaé/RJ;
Leia a reportagem feito pelo jornalista Guilherme Kroll : http://culturaemmacae.com.br/?p=1360
"Temos como diminuir os passos, mas deixar de fazer, nunca. 
Está na vida, está na alma."




Escritora/ Autora - Uiara Melo
Dançarina - Rosa dos Santos
Contadora de História - Margarida Barcelos (História e Arte)
Saxofonista - Eduardo Bruno


Uiara Melo e Sônia Terezinha (UNAMAMA)



O evento foi 10+. Programa de Leitura da SEMED Obrigada: Gisele, Cintia e Sônia Terezinha (UNAMAMA)#unamamamacae #uiarameloautorawww.uiarameloautora.com


domingo, 5 de março de 2017

Postagem de Domingo!

Olá pessoal.

Hoje posto aqui um convite pois estamos no mês da Mulher. Compareçam, será muito legal.



A imagem abaixo ganhei da querida leitora e futura colega de profissão Cláudia Santos Oliveira. 
Obrigada!!


Tenham todos um ótimo domingo.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Texto - "Maré Baixa" por Uiara Melo

Olá pessoal para movimentar o blogger segue mais um texto autoral.
Espero que gostem.

"Maré Baixa"
por Uiara Melo



O vento soprava tão fino, que o mais desatento poderia afirmar ouvir um assobio. Naquela manhã o horizonte estava acinzentado, sem muito brilho. Claudia por sua vez esperava ansiosa o seu esposo Marcos voltar de mais uma pescaria. Toda vez que ele adentrava ao mar, o seu coração que ficava à espera, se contraía ao ponto de doer as costelas. Não era fácil para eles, mesmo juntos os dois compartilhavam de uma solidão ímpar. Claudia nunca fora positiva a essas viagens, mas era o que sustentava a sua família. Mas naquela manhã tudo fora diferente, o pesqueiro não voltara na hora marcada, a cada minuto de espera naquele porto, era uma angustia tamanha, pois a única coisa que te sustentava era o “Te amo” sussurrado pelo seu esposo na madrugada anterior ao pé de seu delicado ouvido.

Porém certa vez, ela ouvira dizer que o grande mar gostava de levar aquele por quem fosse apaixonado, mas Claudia nunca dera ouvidos à tamanha tolice. Ora, veja se isso podia ser verdade. Entretanto, a pequena vila de pescadores ultimamente colecionava mulheres viúvas, mas que drama presente. Mesmo enrolada em todas aquelas fazendas, o vento soprava tão fino que “agulhava” a sua frágil pele. Os seus maxilares davam o compasso ao som que era extraído de seus dentes rangendo de frio. Já passava do meio dia quando as gaivotas já não aplainavam aquele lugar, alguns pescadores a fitavam de longe sabendo que algo de pior poderia ter acontecido. Começou a chuviscar, molhar cada milímetro daquele píer, se a chuva não apertasse seria um alívio, mas ela apertou fazendo poeira no ar.

- Querida venha, ficará doente se continuar aí. – Disse uma mulher próxima a ela.
- Eu o espero sempre que ele volta do mar, e hoje não será diferente. – respondeu Claudia apesar da longa espera ainda muito otimista.
- Não seja tola menina. O mar está revolto impossível eles atracarem. – justificou a mulher.

 Cláudia sem responder continuou lá, a sua fé era tão grande, que por sua certeza poderia desfazer qualquer maldição ou encanto. Agora já era tarde, não poderia fazer mais nada, a única coisa que lhe restava era voltar para casa. Cláudia caminhou em passos lentos, e a cada gritou no píer ela pensara ser o Marcos e o seu coração se enchia de emoção, mas quando checava com o olhar, a sua decepção tomava lugar.

 Dois dias depois e nada do Marcos voltar, ela então se esforçava a lembrar de cada palavra dita por ele durante esses cinco anos de união. Claudia e Marcos sempre foram muito juntos, juravam e juravam amor eterno, viver sem o outro era algo impossível, mas a Claudia hoje soluçava por cada minuto sem ele. A sirene soou Claudia então, correu para o porto, as suas pernas não conseguiam correr de acordo com a sua vontade e por isso, vários tombos foram vistos, mas se refazia após cada um. Assim que chegou ao píer, era tudo mentira, não era o pesqueiro do Marcos, e sim um teste de rotina feito pelo técnico.

 Claudia então, sentou-se à beira do mar e deixou que as suas águas lavassem os seus arranhões, pois quem sabe, ele não perceberia que a amada do Marcos o esperava e o devolvesse enfim.  Entretanto, não seria tão fácil assim, o mar não se contentava com pouco sempre queria mais daquele que o desafiava, Claudia decidiu então naquele dia entrar mar e ir atrás do seu amado, não sabemos o que de fato aconteceu porque ninguém mais soubera do Marcos e da moça Claudia.

Fim.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Em breve resenhas novas no blogger Tea and Bookss2!

Olá, boa noite.

Em breve teremos resenhas novas sobre dois dos meus livros: "Zafhira - quando o amor acontece" e "Sem Sombra - será tudo verdade?" no blogger: Tea and Bookss2;

Sucesso para nós Carol!




quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Comentário filme Moana - Um Mar de Aventuras 2017

Olá boa tarde.

 Então, levei minhas afilhadas hoje para assistir o mais novo filme da Disney.
 Mais uma princesa no pedaço.
 Confesso que estava curiosa.
 Mas fui surpreendida pela beleza das imagens, os detalhes muito bem traçados, e claro, Moana. Me apaixonei por essa princesa/valente.
 Sim, a Moana foge dos esteriótipos dos convencionais filmes de princesas da Disney.
 Agora estão olhando a "mulher" de uma outra perspectiva.
 Sim, recomendo a Moana para todos.
 A história, os personagens, as músicas tudo muito lindo. Para mim, é melhor do que o Frozen.

 Não percam, assistam.

 Beijão.

 Uiara Melo




sábado, 7 de janeiro de 2017

Texto autoral - SAKURÁ (Uiara Melo)

Olá boa noite.

Venho dividir um texto autoral que com ele fiquei em 3º lugar no Festival de Literatura e Artes Literária - FLAL no Facebook em 2016.


SAKURÁ


           Primavera de 1980, eu estava de passagem pelo Brasil, em uma viagem com escala na cidade de São Paulo. Como o meu próximo voo a Nova Iorque pela Varig só iria acontecer na manhã do dia seguinte, decidi então, hospedar-me em uma pousada perto do aeroporto de Guarulhos. Assim que cheguei, fui fazer o check-in, a recepcionista - uma bela moça com leves traços orientais - foi muito gentil comigo, e me passou todas as informações possíveis para que a minha estadia ali fosse a mais confortável. Ouvi com atenção todas as instruções, porém, um pequeno anúncio em cima do balcão me chamou atenção. Pequei o papel e li: “Venha conhecer o bairro da Liberdade”, como ainda era por volta das quatorze horas, subi até o quarto, acomodei as malas no chão, sentei-me na cama e fiquei a observar a vizinhança pela janela.
            Novamente o pequeno papel me chamou atenção, e pensei, porque não conhecer este lugar, que parecia-me ser exótico, alegre. Tomada a decisão, fui até a minha mala, dali tirei uma toalha, uma muda de roupa e a nécessaire com sabonete etc. Rumei até banheiro e tomei banho, minutos depois já estava vestido, pronto para conhecer o bairro da Liberdade. Desci as escadas e quando cheguei à recepção já havia outra pessoa atrás do balcão, um rapaz.
- Pois não senhor?
- Eu gostaria de um táxi.
- Sim, posso providenciar para o senhor.
- Obrigado.
Fiquei a esperar na saleta lendo uma revista que havia ali.
- Senhor, o táxi já está aguardando-o.  – informou minutos depois.
Coloquei a revista de volta ao local de onde a retirei, fui para o lado de fora verificar, e realmente havia um táxi a aguardar-me.
- Boa noite. – disse o motorista
- Boa noite, bairro da Liberdade. – solicitei
- Certo. – respondeu o motorista acionando o motor do veículo.
Como era sábado, já no início de noite, o trânsito estava bom, então, quarenta minutos depois, se não me engano, já estávamos onde eu desejava, bairro da Liberdade.
- Senhor, chegamos. O senhor tem algum lugar específico para que eu o deixe? – disse o motorista confirmando a minha dúvida
- Não, não tenho. Você poderia me indicar algum? – perguntei assim que ele estacionou o veículo.
- Veja bem, subindo a rua você terá bastante restaurantes para escolher, porém, recomendo o Tempura que é um restaurante com dança típica japonesa aos sábados, a partir das vinte e duas horas. – comentou
- Certo, muito obrigado. Vou andar um pouco e ver se consigo achar o restaurante Tempura. – agradeci, paguei pela corrida, e subi a Galvão Bueno* assim como dizia a placa em seu início.
Ao subir a ladeira, já me sentia ambientado em uma comunidade asiática, oriental, com aromas peculiares. Logo no inicio tinha um belo arco em cor vermelha, e em sua longa extensão haviam postes temáticos com abajures. Já na parte plana, comecei a procurar pelo restaurante que me foi indicado, Tempura. Andei mais um pouco e encontrei o que procurava. A sua frente era bem típica com letras em mandarim, o local estava revestido de uma madeira de cor escura e a sua porta de entrada também em madeira preenchidos com papel translúcido.
Assim que corri com a porta para entrar, fui recebido por uma gueixa com cumprimento típico – junta-se as mãos em frete ao peito, e leva-se o corpo para frente levemente.
- Namastê. _ disse ela
- Namastê. _ respondi
Fui conduzido até uma pequena mesa, de altura considerável para que coubesse somente minhas pernas em baixo, a mesa estava em cima de um tapete macio. Tirei os sapatos e me sentei no tapete. Mostraram-me o cardápio e para não cometer erros, escolhi algo bem simples, um tempura de camarão, yakissoba, e para beber pedi saquê. Fiquei observando o local, as pessoas que ali estavam conversavam em tom baixo. As luzes em meio tom, com aromas doces e cítricos ao mesmo tempo. Fui interrompido da minha observação quando o saquê me foi servido. O garçom disse que logo viriam o yakissoba e o tempura de camarão.
Ainda degustando o saquê, me foi servido o jantar em um recipiente que parecia uma cuia, e juntamente com ele os temidos palitinhos, os hashi. Com cuidado, eu me divertia com os palitos tentando comer algo decentemente, eu sabia que com certeza tinha alguém a me observar.
Gentilmente se aproximou de mim uma jovem, vestida lindamente de gueixa com uma delicada flor presa em seu cabelo. Ela com aquele sorriso contido, olhou para mim timidamente e tentou explicar-me como se usava o hashi. Os pegou de minhas mãos e gentilmente me mostrou como fazer, prestei bastante atenção, mesmo que a sua doçura, e o seu sorriso me distraísse. Assim, que percebeu que eu poderia continuar sozinho com o hashi, ela se distanciou e a perdi de vista. Logo depois, ainda rindo sozinho pelo fracasso com os palitos, ao fundo ouvi uma música oriental e detrás da cortina de madeira, saíram cinco lindas orientais - gueixas, e ela estava junto, graciosa. Elas começaram a dançar em movimento lentos e sutis que seguiam ritmados ao som da música. A sua face era de uma paz sem igual. As cores do seu quimono eram de uma única e esplêndida delicadeza. Eu não sabia se àquela altura eu estava apaixonado ou se era o efeito do saquê.
Ao terminar a dança, elas se recolheram e eu havia também terminado o meu jantar, mas não poderia ir embora, sem ao menos saber o seu nome. Então, solicitei mais um saquê e fiquei a enrolar até que ela pudesse aparecer. As horas foram se passando e nada da jovem moça. Eu já estava me sentindo vencido com o coração abalado, e aos meus trinta anos, sentir essa alegria, não seria justo, ou seria?
- Senhor, nós já iremos fechar o restaurante. – gentilmente informou o garçom
- Sim, claro. Pode trazer a conta? – respondi desapontado
            O garçom saiu, e eu fiquei a aguardar. Assim que ele retornou paguei pelo que consumi e me dirigi a saída, até porque logo pela manhã eu teria que estar no avião a caminho de Nova Iorque. Em frente ao restaurante, com a temperatura externa já reduzida, minhas mãos começaram a ficar geladas e as levo para dentro do apertado bolso da calça jeans. E enquanto eu pensava em como voltar para a pousada, ouço risos vindo da lateral do restaurante. Curioso, vou até lá ver o que estava acontecendo. Quando me aproximei, vi um grupo de pessoas a conversar alegremente. Então, vi uma moça ao longe com uma flor delicada ao alto de sua cabeça, um pouco inclinada para a direita. Aproximei-me para solicitar informações de como voltar ao meu destino. Assim que cheguei mais perto, alguns pararam de falar e começaram a me encarar, a moça estava de costas para mim e, ao perceber que os outros pararam de falar, ela virou-se para ver. Então era ela, a minha gueixa.
            Perdi o chão, tremi dos pés à cabeça, talvez o saquê já havia perdido o efeito e o frio estava tomando conta do meu corpo, mas não foi nada disso. Eu estava tremendo de surpresa ao encontra-la novamente. Agora sem a pintura em face, percebi que a minha gueixa, era a recepcionista da pousada.
- Senhor Pedro? – pausa - O quê o senhor ainda está fazendo aqui? – perguntou gentil
- Mas, você é a ... – pausa- ... estou querendo ir embora. - outra pausa-  Mas... então era você lá dentro?!
- Sim... – respondeu encabulada – Muitos dizem que eu fico diferente quando me visto assim. – falou
- Sim, muito. Nossa! – surpreso – Muito linda a dança. – tentei arrumar assunto mesmo quase entrando em choque hipotérmico
- O senhor quer que eu chame um táxi? – comentou ao me ver encolhido em mim mesmo de tanto frio.
- Táxi? – saí da inércia – Não, táxi não. É que ... qual é mesmo o seu nome? – realmente eu não saiba o seu nome, e as pessoas que estavam em volta, perceberam que a conversa se reduziu a nós dois e saíram de perto.
- Sakurá. – respondeu ela
- Diferente... – respondi não mais escondendo o sorriso que se estampara em minha face
- Sim, Sakurá. Minha mãe é brasileira e o meu pai é nissei, então eu sou uma sansei.
- Sim... – estava muito interessado em ouvi-la falar por toda a noite
- O senhor não precisa ir embora? Está com frio.
- Na verdade, eu queria sim ir embora, mas de repente a vontade passou, menos o frio...
- Eu vou com alguns amigos aqui perto, a uma festa – pausa- o senhor não gostaria de ir? – titubeou
- Eu? – olhei para o relógio e já se passava das zero horas, então fiquei preocupado com o voo que aconteceria pela manhã. Mas eu queria mais um tempo junto dela. – Tudo bem... – respondi meio incerto do que estava fazendo.
- Que legal, então vou providenciar um casaco pra você com algum do meninos, e tirar essa roupa. – disse tranquila, mas sorridente
- Não! Não tire essa roupa – pausa – está tão bonita nela. - Sakurá sorriu e entrou.
            Por acaso, ou por desejo, agora eu estava junto de Sakurá, fazia a poucos minutos parte do seu mundo. Quando a vi lá na pousada, eu não havia lhe dado tal importância. Agora eu estava ali, indo com Sakurá a uma festa. Quando por fim ficamos a sós, em um dos cômodos do local, eu a olhei e ela me serviu uma bebida.
- O que é Sakurá? – perguntei
- Sakurá é uma arvore no Japão que floresce na primavera, e suas flores duram pouco.  – comentou
- Mas por que seus pais lhe colocaram esse nome?
- Sakurá é considerada símbolo do amor – pausa, pensou por um instante – não sei por quê os meus pais escolheram esse nome.
- Muito bom. Então, você é o amor em pessoa? – pausa- Não, desculpe, não foi bem isso que eu queria dizer. – tentei me explicar
- Tudo bem, senhor Pedro. – sorriu sem graça
- Me chame de Pedro. – dei mais um gole na tal bebida
- Você quer dar uma volta? – perguntou ela
- Por que não?
            Saímos daquele lugar barulhento e fomos andar, acabamos voltando a rua Galvão Bueno. Seguimos ladeira abaixo. Sakurá, sorria com frequência. A sua presença me fazia bem. Queria dizer-lhe que estava apaixonado, mas em algumas horas eu iria embora e não poderia lhe prometer nada.
- Para onde você está indo? – perguntou ela quebrando o silêncio
- Estou indo a Nova Iorque daqui a algumas horas. – Sakurá se calou logo após ouvir a resposta
            Continuamos a andar até pararmos em frente de um amontoado de plantas e árvores, ela olha para mim e sorri.
- Esse é o Jardim Oriental, lá abaixo são os toriis (o portal).
- Ah, o nome é torii, legal. – continuei em silêncio para escutá-la
- Essas bolas, abjures que você está vendo pendurado nesses arcos, na verdade são as lanternas típicas, o suzuranto. Quer entrar? – disse apontando para o jardim
- Mas está fechado, não? – titubiei
- Venha! – sussurrou, de alguma forma ela sabia o que estava fazendo.
            Era exatamente uma da manhã,  e eu e Sakurá estávamos andando sem compromisso dentro do Jardim Oriental.
- Você é de onde? – perguntou ela
- Eu? – pausa- Eu sou do Rio de Janeiro.
- Que legal, ainda não conheci o Rio. – comentou observando o lago que havia a nossa frente.
- Sakurá?
- Sim.
- Eu posso te dar um abraço? – perguntei, e ela se virou e sorriu
            Aproximei-me com receio, e a abracei com cuidado. Meu coração disparou ao ponto de escutá-lo em meio ao silêncio. Ficamos ali por mais algumas horas. Quando vimos que o céu já estava clareando, ficamos assustados, pois eu tinha que voltar a pousada. Saímos dali e Sakurá segurou em minha mão, e começou a correr, eu não tive outra opção senão segui-la. Logo depois já estávamos em um metrô, descemos as escadas e ela comprou um bilhete para mim, passamos pela roleta e assim que paramos na área de embarque, ela disse que eu teria que seguir até a estação Portuguesa – Tieté e lá buscar informações sobre a pousada.
- Mas, você não vem? – perguntei
- Não posso, te deixo aqui.
- Sakurá? – falei já ouvindo o barulho do vagão se aproximar.
- Vá, e boa viagem. – disse ela
            Na indecisão, roubei-lhe um beijo, o beijo mais apaixonado que eu poderia dar a alguém. Sakurá, surpresa, nada disse após a minha ação. Então as portas se abriram e eu não tive outra alternativa, ali deixei a minha gueixa, o amor, Sakurá. Despi-me do casaco e a entreguei, e quando eu ia rumando para dentro do vagão, Sakurá me chamou.
- Pedro? – disse ela, e a olhei esperançoso
            Sakurá sorriu e entregou-me a sua flor, Sakurá. Peguei e logo depois as portas se fecharam, então o destino cortou naquele momento qualquer ligação que eu poderia ter com ela. Levei comigo só algumas lembranças, o gosto do seu beijo, o seu sorriso, o seu perfume e a sua flor Sakurá. Depois daquela noite/madrugada, nunca mais a vi. Mesmo depois de retornar ao Brasil e indo por algumas vezes nos mesmos lugares. Sakurá foi a minha paixão de primavera, guardo até hoje a flor que me deu. Onde será que está Sakurá?
Muitas vezes nos deparamos com a oportunidade de sermos felizes, porém devido as responsabilidades da vida e também pelo livre arbítrio, escolhemos caminhos que não deveriam ser caminhados. Nunca damos atenção a nossa primeira intuição, a razão sempre fala mais alto.

*Seu nome homenageia o Dr. Carlos Mariano Galvão Bueno (1834-1883), advogado e professor, e não Carlos Eduardo Galvão Bueno, locutor esportivo da Rede Globo.

Uiara Melo
Texto Registrado na BN.

Comparativo: Romance “Vidas Secas” de Graciliano Ramos com o filme “Abril Despedaçado” de Walter Salles.

Olá boa tarde.

Deixando aqui o post de hoje.

Comparativo: Romance “Vidas Secas” de Graciliano Ramos com o filme “Abril Despedaçado” de Walter Salles.


° Vidas Secas
  Drama dos retirantes diante da seca implacável e da pobreza que leva a um relacionamento seco e doloroso entre as personagens.
    Fabiano – O chefe de família, homem rude e quase incapaz de expressar os seus pensamentos em palavras.
    Sinhá Vitória – Sua esposa que tem um intelectual mais elevado, no qual ele admira.
    Menino mais novo – Quer realizar algo que posso ser notado pelo pai, despertando assim uma admiração do irmão mais velho e da cachorra Baleia.
    Menino mais Velho - Descobre a palavra INFERNO o que o leva a uma curiosidade onde procura esclarecer com a, já que o seu pai é ignorante para isso.
    Balei - A cachorra da família, que segue fiel a eles a ponto de dividir a sua comida. Não esquecendo-se do papagaio o seu melhor amigo.
    Soldado Amarelo - O representante da lei na cidade, é corrupto e acaba virando o inimigo de Fabiano durante toda a história.
    Tomás da Bolandeira - Dono da fazenda onde a família se abrigou durante a tempestade.

° Abril Despedaçado
  História de duas famílias Breves e Ferreira que vivem no sertão entre a pobreza e a seca. Que disputam de forma drástica a posse das terras tirando vidas dos membros de suas famílias. É intimista e trágico, e sua riqueza está na forma com que mostra o desejo de seus personagens por alterar uma condição que lhes é opressora.
    Pai - O chefe de família, ignorante que induz o filho Tonho a vingar-se da morte do seu filho mais velho, trabalha na bolandeira esmagando cana para fazer rapadura que irá ser vendida na cidade. Depois de uma briga com Tonho ele perde os bois que o ajuda na bolandeira.
    Mãe - Oprimida a aceitar esta vida de pobreza, trabalho maçante, e a perda gradual de seus filhos, ajuda o seu marido na bolandeira. Depois de perder o seu filho mais novo, ela toma coragem e deixa Tonho ir embora para viver uma vida livre.
    Tonho – Um rapaz sem expectativas, que não concorda com briga entre as famílias, é obrigado a matar quem matou o seu irmão. Tudo muda quando Tonho, já condenado à morte, descobre o amor no sorriso de Clara, a malabarista que deu o livro ao menino e que se apresenta na cidade ao lado. A sua morte, que já estava marcada para acontecer, já não lhe importava mais, pois ele tinha encontrado o amor, que o fez ver a vida de uma forma diferente, tem um bom relacionamento com o irmão mais novo. Depois da morte do seu irmão mais novo, Tonho decide por um ponto final naquela briga e vai embora de casa.
    Menino - Filho mais novo da família, que vai de encontro a luz, ele nos conduz durante toda a história, é contador de metáforas, preocupado com o irmão Tonho, ajuda a família na bolandeira. Mas quando ele conhece a Clara e o Salustiano, tudo muda. Eles (Clara e Salustiano) o presenteiam com um livro de história, que o leva a criar a sua própria só com a leitura das imagens do livro, porque não sabe ler. Seus pais nem se deram ao trabalho de dar um nome ao menino. Para quê, se ele estava fadado à morte? Pois é esse menino que representa o não-conformismo pelas tradições, a possibilidade de poder sonhar e acreditar naquilo que ele não via. Apesar de não possuir um nome, o menino consegue dar asas à imaginação e, por isso, serve de ponte para que Tonho também consiga extravasa seus sentimentos reprimidos no seio familiar. Em terra de cegos, quem enxerga é rei. Esse rei sem nome que vai mostrar a Tonho que há vida fora de sua casa, do canavial, da bolandeira de onde tiram o sustento da casa. Sendo muito questionador, ao ver a felicidade do seu irmão, ele se lança à morte em seu lugar.
    Salustiano e Clara - uma dupla de artistas mambembes em uma cidade vizinha atiça a curiosidade do garoto de descobrir o mundo lá fora. Um presente dado pela dupla é o crucial para que a descoberta aconteça: um livro. Clara se apaixona por Tonho e mostra a ele que a vida tem sentido, amor, e prazeres também. Salustiano dá um nome ao menino que passa a se chamar Pacu.
    Sangue Amarelo - É a espinha dorsal da história. Quando a hora chega, o sangue da camisa está amarelo, observação que é uma sentença de morte.

Sonhar X Realizar X Desejar
    Sonhar: 3 Ver (alguém ou alguma coisa) em sonho, conviver ou comunicar-se com, em sonho: Sonhava o faraó com sete vacas gordas e outras sete magras. A moça sonhou com sua falecida mãe., 6 Alimentar, pôr na imaginação: Agora, vive sonhando viagens (ou: com viagens) 7 Pensar constantemente em (alguém ou alguma coisa); ter a idéia fixa: Sonha Irene com altas e belas realizações. Não sonhava o tarado de Zola em possuir uma mulher; sonhava em matá-la. Sonhar acordado: devanear, fantasiar absurdamente.
    Realizar: 1 Tornar real ou efetivo: Conseguimos realizar os nossos desígnios. 2. Pôr em ação ou em prática; efetuar, efetivar, 4 Considerar como reais (os seres abstratos).
    Desejar: 1 Ter desejo de; ambicionar, apetecer: "Desejou Zaqueu ver a Cristo" (Pe. Antônio Vieira). Desejo-lhe a maior felicidade. 2. Exprimir o desejo de: Ao despedir-se, desejou-lhe boa viagem. 3. Ter gosto ou empenho em: Desejava a sua queda e trabalhara para ela. 4. Cobiçar: Desejar coisas alheias. 5. Querer para algum fim: Desejava-a para secretária. 6 Querer possuir: Não a amava, desejava-a. 7 Sentir desejos: Sente fome o espírito de quem deseja.
    Depois de pesquisar no dicionário o significado de sonhar, realizar e desejar percebi algo em comum entre os personagens Sinhá Vitória, cachorra Baleia e o Menino, pois existe neles a perseverança em tornar real aquilo que sonham, e desejam. A Sinhá Vitória tem o sonho no qual deseja um dia ter uma cama, em que possa repousar o seu corpo cansado, e seus pés calejados de tanto rodar pelos caminhos árduos do sertão. A cachorra Baleia, antes de morrer, passa por momentos difíceis. Baleia “sonha e deseja acordar feliz num mundo cheio de preás. Lamberia as mãos de Fabiano, um Fabiano enorme. As crianças se espojariam com ela, rolariam com ela num pátio enorme, num chiqueiro enorme. O mundo ficaria todo cheio de preás, gordos, enormes”. O Menino, sonha e deseja conhecer a sereia do mar, pois todos que vivessem em seu reino seriam tão felizes que morreriam de tanto rir, ele sonhava com a liberdade, e com o fantástico.

Bibliografia:
Dicionário, Michaelis. Ed. Melhoramentos Ltda. 1998
Salles, Walter. Abril Despedaçado, filme drama. Brasil 2001
Ramos, Graciliano. Romance: Vidas Secas. 1938

Uiara Melo