terça-feira, 19 de julho de 2016

Comentário novela Velho Chico

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.


Me desculpe os outros, mas vejo uma grande sensibilidade e densidade no enredo da novela Velho Chico. Apesar dos pesares, a novela traz questões pertinentes para a sobrevivência da humanidade. O personagem Miguel é tão intenso, tão vivo, que as vezes paro de fazer o que estou fazendo, para me concentrar e refletir sobre as suas falas. Desculpe-me os puritanos, mas a trama está recheada de belas canções que servem de complemento as cenas de atritos familiares, conflitos de existências e aceitação do outro pelos seus erros cometidos – infelizmente somos humanos e podemos errar e nos recompor, sempre.

A vontade de ressuscitar o Rio São Francisco, o coração do Brasil, assim com a Amazônia é o pulmão, me remete ao sentimento de perda de um filho. Se a natureza morrer, morreremos todos, assim será quando o sol para de existir, e o quê fazemos para ser diferente? Nada! A vontade de fazer diferente, acreditar que tudo pode ser diferente, está também bastante visível na trama.

Consciência para o que é verde, para o que respira. Se falta o respeito entre os humanos, quem poderá dizer que não falta entre os homens e a natureza que o faz viver, lhe dar de comer e de beber.
É meu povo, acredito que se deixarmos de sermos egoístas, cegos de “queres”, podemos contribuir muito mais. Cada papel que é gasto em meus livros, se eu tivesse a força de vontade em plantar uma árvore para repor a natureza, penso que eu estaria prolongando por muito mais tempo a existência do homem na Terra. E se, os meus caros colegas de classe o fizessem, nossa, teríamos uma outra floresta viva entre nós.

A consciência do “ser”, do “estar”, do “fazer”, está em nós mesmo, dentro de nós. Infelizmente a minha geração não nasceu para cuidar, e sim, para destruir aquilo que é bom. Espero que essas novas gerações “cristais”, “indico” tenham mais capacidade, racionalidade, não só de cuidar da natureza, como também dos bichos. Prestem atenção na mensagem subliminar, nas entrelinhas das falas, das ações que vocês verão que a novela Velho Chico, tem muito mais a dizer.

E para terminar:

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna.


- São Francisco de Assis

Amor e Luz

Existe versão mais bela do que essa?

Nenhum comentário:

Postar um comentário