terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Independentes versus editora tradicional - Antônio Soares

Olá boa tarde, mais informação para quem precisa e está se sentindo um "cego" no meio do tiroteio.

Independentes versus editora tradicional
Por Antônio Soares

Este é um assunto bastante discutido nos sites especializados, de forma que não sei se vou acrescentar algo ao tema. Mas, quando se pensa em publicar um livro, os dois caminhos principais são: editoras tradicionais ou publicar de forma independente. 

Vamos entender "independente" como sendo toda forma de publicar que não seja por uma editora tradicional. Então, entendamos que, ao publicar por uma editora tradicional, o autor entrega seu original que, se for aprovado, é publicado... e o autor recebe direitos autorais (geralmente, 5% do preço de capa). O autor não precisa fazer mais nada, só escrever e enviar. 

Fica claro, então, que essa é a opção mais SIMPLES de todas. Mas não é a mais fácil.
Isso porque é muito difícil conseguir que seu original seja aprovado por uma editora tradicional. 
Então, na maioria das vezes, resta a publicação independente.

O que é "independente"? 
É quando o autor se responsabiliza por todas as fases da produção e distribuição do livro. Em outras palavras, ele fica "independente" das editoras. 
Podemos listar algumas vantagens:
- Não existe necessidade de "aprovação". 
- O autor pode controlar tudo sobre o livro, desde o papel com que será impresso até o tipo de fonte usado.
- O retorno financeiro por venda é muito maior que os "direitos autorais" pagos pelas editoras tradicionais.
Porém, a lista de desvantagens é grande. 
- É o autor quem tem que cuidar de tudo.
- É o autor quem tem que pagar por tudo.
- Se publicar muitos exemplares, precisará ter um esquema de distribuição.
- Se não vender, o autor arca com todo o prejuízo

A real vantagem
Na realidade, a única real VANTAGEM de publicar de forma independente são os ganhos maiores por venda. Mas aí surge a pergunta: por que autores famosos, que vendem milhares de livros por mês, não publicam de forma independente?
Porque são escritores, e não editores/distribuidores. 
A publicação de um livro requer conhecimentos, pessoal, equipamentos, etc., que exige uma dedicação exclusiva. Paulo Coelho, por exemplo, talvez não faça a menor ideia sobre como conseguir um "ISBN", ou onde comprar "papel pólem" para mandar imprimir os livros. 

Editoras pagas
Felizmente, existem empresas que PRESTAM SERVIÇOS para autores, axuliando-os na publicação independente. Essas empresas são conhecidas como "editoras pagas". 
Muitas até "dão o gostinho" ao autor de receber um e-mail dizendo "seu livro foi aprovado", mas isso é só conversa. A única coisa que precisam aprovar é o crédito do autor para pagar as despesas.
Isso significa que, ao usar os serviços de uma editora paga, o autor não está sendo publicado, mas auto-publicando. Não há demérito algum nisso. 
Muitas editoras pagas oferecem pacotes de serviços que podem até incluir distribuição e divulgação. Mas recomendo que não se conte com isso: nem mesmo as editoras tradicionais faze isso direito.
Uma alternativa interessante é pesquisar os serviços necessários em diversas editoras ou prestadores de serviços. Você pode localizar uma gráfica de melhor qualidade, ou melhores condições, mas que não oferece serviço de diagramação. Então, contrate a diagramação separadamente, e assim por diante.

Cooperação
O ideal seria que os autores independentes formassem grupos, ou "cooperativas", compartilhando experiências, divulgando-se mutuamente e, até mesmo, conseguindo condições mais favoráveis na prestação de serviços. Mas, infelizmente, a categoria dos escritores parece não ter essa tendência de ajuda mútua, prevalecendo um individualismo não muito saudável. 

Conclusão
Publicar é o sonho de todo editor, e qualquer meio que utilizar é válido. Este artigo mal tocou em todas as possibilidades, deixando de lado as questões de gráficas sob demanda, publicação exclusivamente digital, etc. Aliás, essa variedade de alternativas faz com que todo o mercado seja um grande desconhecido para a maioria das pessoas. Portanto, seja qual for a alternativa escolhida, a melhor sugestão que posso oferecer é: cautela sempre.

(imagem Google)


2 comentários:

  1. Acho que em qualquer área o cooperativismo seria a melhor forma, mas infelizmente cada um quer ver só o seu lado

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, que bom ter você de volta. Sim é um caminho muito cheio de espinhos, mas só quem gosta e ama consegue sobreviver.

      Uiara.

      Excluir