domingo, 6 de setembro de 2015

Crônica - A PRIMEIRA VEZ NA BIENAL

Olá boa tarde.

     Interessante pensar que mesmo programando os passos a seguir, muitas coisas poderão ser alteradas devido a interferência das pessoas ao nosso redor. Não estou deslumbrada com essa nova fase e muito menos pretensiosa com as coisas, eu continuo sendo eu mesma, porém, com um pouco mais de limão, açúcar e tequila (rs). Daqui sete dias estarei completando trinta e três anos de vida. Idade de Cristo, algo que sugere ser cabalístico, muitas coisas boas se antecipando, e o que será que o universo prepara para mim no dia treze? Eu só quero ficar de boa em casa. Estamos na semana da Bienal do Rio 2015, me propus a esse desafio em participar como autora independente (se eu soubesse que seria tão árduo o caminho, talvez não tivesse começado com tudo isso), resumindo com a cara e a coragem. Sempre tive vontade de estar nesse ambiente, mas nunca houve oportunidade. Então, fui convidada a uma excursão e topei a ideia. Acordei as quatro da manhã para estar no ponto de encontro às cinco horas e trinta minutos, sendo abraçada por uma madrugada fria, chuvosa.  Não conhecia ninguém, quer dizer, para dizer que não conhecia ninguém, sim eu conhecia a pouco tempo duas passageiras. 
       Chegamos na Bienal e eu fiquei encantada, lógico, quem não ficaria? Agora sim, eu estava em outra realidade, que essa era povoada por um monte de seres mágicos, pessoas bacanas e páginas que não estavam mais em branco. Andei muito, tirei muitas fotos, registrei o momento. Conheci mais pessoas legais e autores também. Falando em autor, tive o prazer que conhecer e triar foto com o Maurício de Sousa aquele moço, que hoje já um senhor. pai da Mônica, sabe? E na fila de espera minutos antes, eu distribui alguns marca páginas do meu livro convidando as pessoas para me prestigiar no dia dez de setembro. Só que nesse momento conheci a Lizzie, seu filho e mais alguns fãs da literatura brasileira e internacional. Batemos um maior papo, inclusive, fiquei sabendo que o seu pequeno queria muito conhecer o Maurício e não tinha como, pois havia acabado as senhas, então automaticamente me propus a levá-lo comigo. Muitas expectativas, o Mauricio chegou, todos se aglomeraram ao redor da editora Girassol para vê-lo. Eu e o pequeno aguardávamos o nosso grande momento daquela tarde. Chegou a nossa vez, entramos tiramos fotos, Maurício autografou o meu livro e em um momento de êxtase deixamos o local. Fui agradecida com sinceridade, mas quem ganhou o presente foi eu por ter proporcionado o pequeno, aquele momento que ele já dava como perdido. Isso sem contar que antes do Maurício e ainda na fila, vendi um exemplar do meu livro na minha primeira Bienal. E por isso já fico muito contente. Não dá para ficar parado esperando o ônibus passar, é certo que tem que correr atrás daquilo que acredita, e eu acredito nas minhas histórias e no meu potencial.



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