quinta-feira, 30 de julho de 2015

Jonas o irônico (ensaio para um humor negro) – Uiara Melo 01/15

Bom dia!!

  Hoje venho com um conto, espero que gostem!!

JONAS O INRÔNICO
BN685.318
 
   Jonas era um rapaz comum, que morava em uma cidade do interior. Ele costumava depois do trabalho, ir a um shopping próximo dali. O seu prazer era olhar as vitrines, ver pessoas, julgá-las em seus pensamentos e comer. Sim, Jonas comia como uma draga, sendo que aqui, a ofensa seria para a draga, e não para o Jonas. A pesar da cultura e conhecimentos adquiridos durante anos de estudos, Jonas ainda pudera ser considerado um ser totalmente excêntrico. Ele acostumava colecionar ironias, que para ele, eram gentilezas. Alguns amigos até dizem que ele era arrogante e sem sensibilidade, mas coitado do Jonas era somente um rapaz qualquer.
  Jonas era tão irônico, que ele ria de suas próprias ironias e as vezes nem percebia as suas falas, muitos já não lhe direcionavam a palavra.  Certa vez, ele estava conversando com um colega de trabalho sobre duas moças que estavam próximas a eles.
- Então Jonas, qual das duas? – disse o amigo a observá-las.
- Caro amigo, nesse festival de mulheres frutas, eu prefiro a banana nanica.
- Como assim?
- São mais fáceis de copular.
   E assim era Jonas, um rapaz normal porém, não sabemos o seu grau de normalidade, mas era o Jonas. A vida foi se tornando muito chata, as pessoas não entendiam o porquê do Jonas ser assim, mas por ironia de ser irônico ele teve um desconforto abdominal e precisou ira ao médico. Assim que chegou lá, Jonas perdeu todo o seu senso de humor ao ver aquelas pessoas reclamonas e chorosas. Ele seguiu até o local de atendimento.
- Senhora, preciso de um médico. – disse ele
- Ainda bem que você não está em um açougue. – respondeu ela
- Claro, não vejo a senhora como uma vaca. Enfim, a senhora pode me ajudar?
- O que o “senhor” tem? – perguntou a rabugenta.
- Dores abdominais. – comentou
- Já tentou defecar?
- Talvez como a senhora não.
- Mas o “senhor” é muito abusado mesmo, hein?
- Como assim, estou aqui gentilmente pedindo ajuda e a senhora me vem ríspida, não entendi?
- Preencha esse formulário, pegue esse pote aqui e tente defecar para exames.
- Por acaso a senhora é médica?
- Não, açougueira.     
   Jonas se sentiu tão invadido, que sem graça pegou o papel e o pote e foi fazer o solicitado. Meia hora depois, Jonas já estava com o papel preenchido, mas o pote, o pote estava vazio.
- Seria mais fácil mictar em um buraco de agulha do que evacuar dentro desse pote. É a treva!
   Jonas ficou tão mexido com atitude daquela senhora, que chateou-se com situação, ninguém nunca houvera lhe tratado daquela forma.  Pobre Jonas, depois de muito tentar, conseguiu “defecar” no tal pote, mas já era tarde demais, o fato de descobrir que na vida existam outros iguais a ele o deixou deprimido levando-o a se render a essa sociedade tão desregular, capitalista e mais irônica que o próprio Jonas. E ele por não poder ser o mais irônico, se calou ao ponto de vir a desfalecer com as suas ironias ocultadas em si. Pobre Jonas.
                                                                                                                                                                  
Fim.



2 comentários:

  1. Que post triste! Mas, particularmente, creio que Jonas teve o que mereceu ;)

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    Respostas
    1. Pois é (rs) não me pergunte o que eu estava pensando quando escrevi esse texto.
      Muito sem noção, mas bom.
      Abraços, volte sempre Vitor.
      Uiara.

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