quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

RESENHA FILME: ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA (2008)



“Em terra de cego, quem tem um olho é Rei.”

Filme: ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA (2008)
Por Uiara Melo

            Ensaio sobre a Cegueira é um filme baseado no romance de José Soramago (1995) , o qual relata a vida de algumas pessoas a partir de uma epidemia de cegueira que atingiu uma cidade dos Estados Unidos. O enredo dependendo do ponto de vista de cada pessoa é um tanto pesado, porém bastante real nos tempo de hoje.
          A cegueira atingiu uma boa parte da população deste local e por medo, o governo exigiu que essas pessoas, ficassem sobre quarentena até que fosse descoberta a cura para a mesma que até o momento, só sabiam que era contagiosa.
          Sete personagens são enviados para um local onde funcionava um antigo manicômio desativado sem nenhum suporte e cuidados. E é desse ponto, que começamos a perceber o descaso do poder diante de fator conflitante. Entretanto, uma dessas personagens não era cega. Essa tal personagem é o agente principal para todo o desenrolar dessa história. Quem realmente seria cego ali, ela que enxergava os problemas e as necessidades dos outros, mas se sentia impotente de agir a favor, ou talvez quisesse preservar o seu companheiro porque pelo menos estaria ao seu lado a todo o tempo, ou os outros seis que realmente estavam cegos fadados em suas próprias escuridão e inseguranças?
       Seria justo se todos os seres humanos que possuíssem algum tipo deficiência fossem colocados a margens da sociedade? Vale a pena lembrar, que de tempos em tempos as práticas civis e políticas veem se alterando descontrolávelmente com o avanço acelerado da humanidade. E a ética, onde se instala diante do caos causado por pessoas despreparadas a conviver com o seu outro lado, o lado “blidness” o que os fazem esquecer-se do “eu social” para andar lado a lado com o “eu primitivo” (instinto de sobrevivência).
        Naquele momento crítico da escolha de um líder, o que seria ser ético, haveria moral e direitos existentes constitucionalmente naquele ambiente porque segundo Coríntios (6:12): “Tudo é licito, mas nem tudo me convém”. Se formos analisar a personagem que tinha o privilégio de enxergar não poderia ela, tomar para si a ordem do lugar? Porém, o líder que mais se sobressai é aquele que de uma forma covarde usa de objeto mortal para oprimir outros. Em questão da opressão, lembramos-nos da tortura, porque com certeza ficar preso naquele lugar, sem um pingo de higiene, com mulheres se submetendo a abusos sexuais em troca de comida, isso sim era uma das torturas físicas e psicológicas as quais os seres humanos deveriam ficar excluído de viver. 

Recomendo o livro e o filme, vale a pena uma reflexão a respeito.

2 comentários:

  1. Ando à imenso tempo para ver esse filme, mas infelizmente ainda não tive tempo =(

    Adorei o seu blog e já estou a seguir :)

    beijos,
    Daniela RC
    Blog: Doce Sonhadora

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