sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Resenha - Declaração Universal dos Direitos Humanos (10/12/1948) O mundo invisível de cada Um (Eliane Brum, 2011)

Declaração Universal dos Direitos Humanos (10/12/1948)
O mundo invisível de cada Um (Eliane Brum, 2011)
Por Uiara Melo.
Mini Resenha
            Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, “todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos” artigo I. Mas hoje em pleno século XXI, será que a humanidade ainda faz o uso perfeito e correto desses tais direitos?
            É difícil iniciar um assunto tão complexo e latente em nossas vidas, em nossas subjetividades sem que não haja em algum momento repulsa de não ter “liberdade” de expressão, ou de direito. Eliane Brum (2011) em seu artigo relata de forma cuidadosa e quase literária, a vida de um mendigo que já foi algum dia “cidadão de direitos” e que hoje divide a sua duvidosa insanidade mental as margens da sociedade.
            E o direito de ir e vir de cada cidadão, em qual momento o mesmo se aplica na sociedade? Existem muitas perguntas que talvez nós não encontremos resposta tão objetivas para elas. Hoje lemos em jornais e revistas, atos os quais notamos a perda da identidade humana. Podemos então dizer, que os Direitos Humanos são construídos a partir do caráter, compaixão e o amor ao próximo? Não podemos analisar a realidade que muda a cada momento e que é influenciada por questão política e socioeconômica sem ao menos, questionarmos a respeito do trem desgovernado da criminalidade, da injustiça social que perpassa por entre nossas vidas e que com a rotina acabamos fazendo “vista grossa”.
            Muito interessante destacar aqui, uma parte no artigo de Eliane Brum (2011), em que ela compara o “Siscondi” linguagem infantil com o fato de o mendigo usar um cobertor ou até mesmo, uma parede invisível para se esconder do mundo real, e ali fazer as suas práticas normais do dia-a-dia. Sendo assim, podemos então, mencionar neste parágrafo o artigo XXV do DH (1948) a qual diz “toda pessoa tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bem estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação...”. Questiono então, em qual momento na vida desse sujeito, ele perdeu os seus direitos independentes das escolhas feitas por ele em sua vida?
            Todo sujeito, ainda no ventre maternal já traz consigo, o direito a dignidade e proteção pelo Estado de Direito, isso é fato, mas em qual momento, em qual tipo de escolha perdemos o direito de gozarmos de liberdade assim como “vivermos a salvo do temor” e da necessidade de sermos homens comuns?  Questões essas as quais teremos sempre que nos deparamos em conflito do que se está no papel ao o que não se é posto em prática. Tudo dependerá da ética e da moral do sujeito do direito e o sujeito de deveres.





Referência bibliográfica:
BRUM, Eliane. O mundo invisível de cada um. Revista Época, 2011.
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS. Adotada e proclamada pela resolução 217 A (III) da Assembléia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948. 

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