sábado, 21 de fevereiro de 2015

Resenha - A Arte da Guerra

A arte da guerra
Por Uiara Melo

Dominar os conceitos da arte da guerra pode representar a diferença entre a vida e a morte na batalha ou o sucesso e fracasso das organizações no mercado competitivo vivenciado atualmente. Sun Tzu escreveu muitas verdades há 25 séculos, ainda hoje aplicáveis, principalmente que “o verdadeiro objetivo da guerra é a paz”.

       Sun Tzu, foi um profundo conhecedor das manobras militares e escreveu A ARTE DA GUERRA, ensinando estratégias de combate e táticas de guerra. Súdito do rei da província de Wu viveu em turbulenta época dos Estados guerreiros na China, há 2.500 anos e era um filósofo-estrategista que comandou e venceu muitas batalhas. Com inteligência e argumentos muito racionais, o autor expôs a importância da obediência, disciplina, planejamento e motivação das tropas. É uma obra original e valiosa porque é considerado o mais antigo tratado de guerra e hoje parece destinada a secundar a guerra das empresas no mundo dos negócios.
      A lição que se tira da obra é que a primeira batalha que devemos travar é contra nós mesmos. Para atingir uma meta, o autor ensina, que é necessário agir em conjunto, conhecer o ambiente de ação, o obstáculo a ser vencido e, é claro, conhecer seus próprios pontos fortes e pontos fracos. A grande sabedoria é obter do adversário tudo o que desejar, transformando seus atos em benefícios.
       Em relação aos comandados, é preciso manter uma disciplina rígida, ser respeitado, ter prestígio, ser temido. Para isso é preciso agir rápido à medida que as infrações ocorram. A superioridade numérica isolada não confere vantagem, mas a determinação de um líder sim. A energia deste, será fundamental para a vitória, mas não se trata uma energia cósmica ou religiosa, e sim da vontade de agir e conseguir conquistarem objetivos. Seus princípios podem ser aplicados, por indivíduos no confronto com seus oponentes, exércitos contra exércitos e empresas contra suas concorrentes.
       Embora não se saiba ao certo se Sun Tzu existiu ou é uma figura lendária, os escritos são de Se-Ma Ts´ien, do século I a.C. e a tradução do padre Amiot é a primeira versão que se conhece no Ocidente.
        O líder deve ter critérios ao comandar suas tropas, conhecendo sempre os tipos de soldado, com os quais irá lutar. Quando o exército estiver inquieto ou receoso, é certo haver dificuldades. É preciso saber quando lutar e recuar. Manobrar bem todo o grupo e surpreender o inimigo despreparado. O vencedor deverá ter sempre autonomia nas decisões. O fator mais importante é saber encaminhá-lo de forma correta, sem desvios e seguindo exatamente o caminho traçado. Um líder deve ser criterioso e esclarecido, saber ter humildade, calma e principalmente perseverança; saber liderar seus comandados e caso não se consiga que estes sigam às ordens, buscar aplicar penalizações ao próprio administrador e não aos seus subordinados.
        O "Arte da Guerra" é composto por treze capítulos, sendo que estaremos citando dois deles:
1. Planejamento Inicial: coloca a ênfase na importância do planejamento - antes de iniciar qualquer ação é necessário determinar cinco aspectos de suma importância: o caminho, o clima, o terreno, a liderança e a disciplina;
5. Energia: é relevado a força, ou o ímpeto, a estrutura dinâmica do grupo em ação, a coordenação, a coerência da organização e são apresentados diversos métodos de ataque e defesa; Para garantir que toda a sua tropa possa agüentar o ímpeto do ataque inimigo e permanecer firme, faça manobras diretas e indiretas. Em todo o combate, o método direto pode ser usado para coordenar a batalha, mas os indiretos serão necessários para garantir a vitória. A tática indireta, eficientemente aplicada, é tão inexaurível quanto céu e terra ininterrupta como o fluxo de rios, ela termina para recomeçar, ela passa para retornar mais uma vez.
6. Pontos Fortes e Fracos: destaca a importância de conservar a própria energia, em simultâneo, induzir o inimigo a esgotar a sua; Quem estiver primeiro no campo de batalha e esperar a aparição do inimigo, estará descansado para o combate; quem vier depois e tiver de apressar-se, chegará exausto. Se o inimigo estiver descansado, fustigue-o; se acampado silenciosamente, force-o a mover-se. Apareça em pontos que o inimigo deva apressar-se a defender; marche rapidamente para lugares onde não for esperado. Aquele que tiver capacidade de atacar repentinamente das maiores alturas do céu fará com que seja impossível ao inimigo defender-se. Assim, os lugares que temos que dominar, serão exatamente os que os inimigos não poderão atacar. Podemos avançar e tornar-nos absolutamente irresistíveis, se fizermos isso contra os pontos fracos dele. Se não quisermos combater, podemos evitar que o inimigo nos encontre, apesar de as macas do nosso acampamento estarem esboçadas no chão. Tudo o que precisamos fazer é atirar alguma coisa estranha e inexplicável no seu caminho.
          O bom líder é aquele que comanda suas tropas, como se estivesse comandando a si mesmo, pois quando um líder não segue às próprias regras estipuladas por si, a derrota torna-se evidenciada.
       A chave do sucesso é a habilidade. Aquele que for hábil e pensar mais rápido que  seu concorrente sairá vitorioso.
Profissionais inteligentes usam o efeito da energia combinada das pessoas que estão ao seu redor. Leva em conta o talento de cada um, e utiliza cada pessoa de acordo com sua capacidade e habilidade. É esse o resultado da energia combinada e da integração entre as pessoas.
           O líder deve lembrar-se principalmente da seguinte lição: numa batalha não é possível agradar a todos, porém daqueles que não conseguiu agradar deve ouvir as críticas e trabalhar melhor em cima destas, para conseguir soluções melhores, vencendo assim a batalha.

Jogos baseados em estratégia:

Xadrez
Dama
Pôquer
Baralho
Dominó
Dados
RPG
Gamão, etc.

Filmes com idéias estrategista:

300
O Último Samurai
Tróia
A Sombra do Samurai Kagemusha
Ricardo III
Coração Valente
O Último dos Moicanos etc.

Referência bibliográfica:
TZU, Sun. A Arte da Guerra. Porto Alegre: L&PM, 2000


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