quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Comentário sobre o filme Uma canção para ela (2014)

Uma canção para ela (2014)
The Song
Título Original The Song
Ano de Lançamento 2014
Gênero: Romance
País de Origem: EUA
Duração 116 minutos
Direção: Richard Ramsey
Elenco: Alan Powell … Jed King,
Ali Faulkner … Rose Jordan King
Caitlin Nicol-Thomas … Shelby Bale
Danny Vinson … Shep Jordan

Por Uiara Melo

As palavras do mestre, filho do rei David:
"Eu já vi todas as obras sob o sol,
e tudo sem sentido, como correr atrás do vento".
Salomão 931-1000 AC
    Escolhi ver o filme só pelo título, e por ser romance (claro). A história começa com citações de trechos da bíblia (Rei David e Salomão), e ao fundo passa a vida de David King um cantor country, casado, que se apaixona pela mulher do amigo. Essa paixão destrói o casamento de ambos, e já que não tem mais a esposa, e a sua amante estava grávida dele, ele decide se casar com ela. Desse casamento nasce Jed King que herdará do pai o gosto e a paixão pela música. Quando o pai morre, Jade recebe um convite para participar de um festival local e lá acaba conhecendo Rose, e a partir daquele momento começa um romance tranquilo e cheio de ternura. Linda são as narrações poéticas que surgem durante algumas cenas quando Jade e Rose estão juntos. Digamos que seja um ótimo filme para passar na sessão da tarde. 
"Ah, que deleite é o seu amor, mas saboroso que o vinho, é o seu amor..." Lindo, não? (suspirando com as citações do Jed).
"Eu sou da minha amanda e a minha amada é minha..." ( Jed de novo)
     Os precitos cristãos são citados algumas vezes no filme, tudo segue perfeitamente como um mar de rosas, mas a partir do sonho que Jed tem com a música a ser dedicada a sua agora esposa Rose, o ego, o sucesso, mudará o caminho de ambos. Ele, então conhece o "vale das sombras" e se deixa conduzir por suas vielas. Mesmo querendo correr da sombra do passado do seu pai, Jed irá cair nas mesmas tentações. Filme bom, interessante... vale a pena assistir. Se você gosta de músicas country, fique à vontade. 

Obs.: Gente, o Alan é lindo e me faz lembrar Joaquin Phoenix.
Um pouco do Alan ator e cantor para nós mulheres lindas :)
Curiosidades: Alan e Caitlin são músicos e participam da soundtrack desse filme, inclusive o Alan compôs duas músicas para o mesmo e, The Song foi uma delas.
Esse filme está baseado na vida de Salomão, filho do Rei David.

Muito bom, vale a pena assistir!

Bjs, até a próxima. 

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Comentário sobre o livro Zafhira - Quando o amor acontece

Comentário sobre o meu livro Zafhira- Quando o amor acontece


Por Uiara Melo

    Comecei a rabiscar algumas falas há quatro anos atrás, eu nunca imaginei que ele hoje seria um livro completo e impresso. E a partir das falas comecei a estruturar o contexto, não fiz esqueleto e muito menos esquemas de capítulos, nessa época eu nem sabia que isso existia. Então, decidi ter três personagens que se atravessassem em suas convivências e sentimentos. O nome do livro surgiu a partir do segundo capítulo, acreditei que Zafhira seria um nome forte, imponente, porém muitos hoje quando têm a oportunidade de lê-lo, dizem que é confuso no primeiro capítulo e isso explicarei mais abaixo. O processo de criação não deve ter sido muito diferente dos demais autores, tudo não passava de inspiração, se ela viesse, legal, se não, tudo bem.
    A história conta a vida de 3 pessoas (não é um triangulo amoroso) que estão ligadas pela essência do amor, porém, esse elo fica abalado a partir décimo capítulo. O que pensei em abordar nessa história foi o amor, será que ele supera tudo, será que é tão forte ao ponto de alguém se “excluir” para viver a vida do outro etc. E entre idas e vindas para a gaveta, eu tomei coragem e decidi terminar, então a essa altura eu já não via o enredo como antes. Os personagens começaram a ganhar personalidades ativas e a conduzir a história, me causando alguns conflitos de aceitação do rumo que seria tomador. Quando tive que decidir pela morte de um deles, eu sinceramente fiquei uma semana pensativa e triste, não queria fazê-lo, mas seria preciso. Depois que o mesmo faleceu, eu fiquei mais uma semana triste com o acontecido.
    Fiz uso de músicas, cheguei até a criar uma playlist para o livro, cada personagem com a sua música, e músicas específicas para cada cena. Hoje por exemplo, já faço esquemas e estruturações de capítulos e isso ajuda muito. Mas confesso que sofro procrastinação, e isso é o fim.

No próximo post falarei dos capítulos não perca!!          

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Mini Resenha filme - Simplesmente Acontece (2014)

Mini Resenha - Simplesmente Acontece



Elenco: Lily Collins, Sam Claflin, Christian Cooke,
Jaime Winstone, Tamsin Egerton, Art Parkinson,
Lily Laight, Marion O´Dwyer
Direção: Christian Ditter
Gênero: Romance
Duração: 100 min.
Distribuidora: Imagem Filmes
2014


Por Uiara Melo

   Mas gente!! Será que alguém nesse mundo tem uma vida tão agitada, complicada e sofrida como a personagem Rosie? Por que as pessoas insistem em esconder o que sente, seu sentimentos. Enfim, Lily Collins lindinha como sempre, parabéns, Sam Claflin, lindão que despensa comentários. Então, filme bonitinho e legal, gostei. História boa que deve ter contagiado corações de muitos adolescentes. Confesso que mais uma vez não li o livro que deu vida a esse filme (eu tenho essa mania de ver o filme antes de ler o livro), mas acredito que deva ser bom o quanto, é um romance meio água com açúcar. Cheguei em certos momentos ter raiva da Rosie por suas idiotice e ingenuidade. A trilha sonora é meio sem pé nem cabeça, acredito que possa ter alguma relação a sua infância ao lado do Alex, no livro deve explicar isso. O bom é que no fim terminou tudo bem, entre idas e vindas, todos se salvaram de relacionamentos sem futuro. O que tiver que ser será, não importa o tempo que levará para acontecer. E como eu disse na resenha anterior, não deixe para amanhã o que pode ser feito hoje. 

Mini Resenha filme - A Teoria de Tudo (2014)

Mini Resenha - A Teoria de Tudo (2014)

  • Estréia: 29/01/2015
  • BiografiaDrama
  • Duração: 123 min.
  • Reino Unido
  • Diretor: James Marsh
  • Roteirista: Anthony McCarten
  • Universal Pictures do Brasil
  • Ano: 2014
  • Oscar 2015 de Melhor Ator (Eddie Redmayne)

Por Uiara Melo

  Maravilhoso, assim começo essa mini resenha. Digno de ter sido indicado ao Oscar 2015 e por ter ganho a estatueta na categoria Melhor Ator com o Eddie. Ótima trama/drama comovente e envolvente. Atingiu a minha sensibilidade ao extremo, é um filme que envolve do inicio ao fim. Superação é um mantra nessa história, conviver com as dificuldades e com uma doença sem cura não é para qualquer um. Se adaptar ao inesperado, e a você mesmo não é fácil. Todos os gênios possuem uma deficiência, um "demônio" dentro de si, o qual tem que travar uma batalha todos os dias. Preparem o lenço, pois lágrimas brotarão, é uma lição de vida em acreditar que nada é impossível e que tudo vale a pena. A vida tem as suas surpresas, os seus contratempos, e não é um mar de rosas. E o Stephen é o exemplo vivo de tudo isso. Hoje temos campanhas e estudos para encontrar a cura para o ELA, porém ainda muitos morrem a cada dia. Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Mini comentário filme - O Mochileiro das Galáxias (2005)

O mochileiro das Galáxias (2005)
Por Uiara Melo

 Olá, hoje serei breve, como assisti esse filme no canal TNT, não poderia deixar passar em branco algum comentário a respeito. Confesso que não li o livro, e acredito que deva ser muito bom, se o filme foi fiel ao mesmo. Enfim, adorei a introdução com argumentos não tão duvidosos a respeito dos golfinhos e pela colocação de que o homem se considera o 1º ser inteligente da cadeia "animal" o qual deveria ser o 3º.  De inicio achei que seria um documentário, mas depois foi mostrando outra temática. Não posso deixar de dizer que ouvir a narração na voz de José Wilker foi maravilhoso (que descanse em paz). Adoro as atuações da Zooey Deschanel (Jersey Girl) e nesse ela não poderia ser diferente. Filmes de fantasia sempre serão surreais, e esse não deixa de ser diferente. Entretanto, esse poderia ser um filme qualquer se não fosse a participação de John Malkovich (Todos querem ser John Malkovich). E para finalizar, adorei o ser deprimente que é o Marvin, me deu até vontade de ter um em casa.
 Se você já leu o livro e já assistiu o filme, deixe o seu comentário.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Resenha - A Arte da Guerra

A arte da guerra
Por Uiara Melo

Dominar os conceitos da arte da guerra pode representar a diferença entre a vida e a morte na batalha ou o sucesso e fracasso das organizações no mercado competitivo vivenciado atualmente. Sun Tzu escreveu muitas verdades há 25 séculos, ainda hoje aplicáveis, principalmente que “o verdadeiro objetivo da guerra é a paz”.

       Sun Tzu, foi um profundo conhecedor das manobras militares e escreveu A ARTE DA GUERRA, ensinando estratégias de combate e táticas de guerra. Súdito do rei da província de Wu viveu em turbulenta época dos Estados guerreiros na China, há 2.500 anos e era um filósofo-estrategista que comandou e venceu muitas batalhas. Com inteligência e argumentos muito racionais, o autor expôs a importância da obediência, disciplina, planejamento e motivação das tropas. É uma obra original e valiosa porque é considerado o mais antigo tratado de guerra e hoje parece destinada a secundar a guerra das empresas no mundo dos negócios.
      A lição que se tira da obra é que a primeira batalha que devemos travar é contra nós mesmos. Para atingir uma meta, o autor ensina, que é necessário agir em conjunto, conhecer o ambiente de ação, o obstáculo a ser vencido e, é claro, conhecer seus próprios pontos fortes e pontos fracos. A grande sabedoria é obter do adversário tudo o que desejar, transformando seus atos em benefícios.
       Em relação aos comandados, é preciso manter uma disciplina rígida, ser respeitado, ter prestígio, ser temido. Para isso é preciso agir rápido à medida que as infrações ocorram. A superioridade numérica isolada não confere vantagem, mas a determinação de um líder sim. A energia deste, será fundamental para a vitória, mas não se trata uma energia cósmica ou religiosa, e sim da vontade de agir e conseguir conquistarem objetivos. Seus princípios podem ser aplicados, por indivíduos no confronto com seus oponentes, exércitos contra exércitos e empresas contra suas concorrentes.
       Embora não se saiba ao certo se Sun Tzu existiu ou é uma figura lendária, os escritos são de Se-Ma Ts´ien, do século I a.C. e a tradução do padre Amiot é a primeira versão que se conhece no Ocidente.
        O líder deve ter critérios ao comandar suas tropas, conhecendo sempre os tipos de soldado, com os quais irá lutar. Quando o exército estiver inquieto ou receoso, é certo haver dificuldades. É preciso saber quando lutar e recuar. Manobrar bem todo o grupo e surpreender o inimigo despreparado. O vencedor deverá ter sempre autonomia nas decisões. O fator mais importante é saber encaminhá-lo de forma correta, sem desvios e seguindo exatamente o caminho traçado. Um líder deve ser criterioso e esclarecido, saber ter humildade, calma e principalmente perseverança; saber liderar seus comandados e caso não se consiga que estes sigam às ordens, buscar aplicar penalizações ao próprio administrador e não aos seus subordinados.
        O "Arte da Guerra" é composto por treze capítulos, sendo que estaremos citando dois deles:
1. Planejamento Inicial: coloca a ênfase na importância do planejamento - antes de iniciar qualquer ação é necessário determinar cinco aspectos de suma importância: o caminho, o clima, o terreno, a liderança e a disciplina;
5. Energia: é relevado a força, ou o ímpeto, a estrutura dinâmica do grupo em ação, a coordenação, a coerência da organização e são apresentados diversos métodos de ataque e defesa; Para garantir que toda a sua tropa possa agüentar o ímpeto do ataque inimigo e permanecer firme, faça manobras diretas e indiretas. Em todo o combate, o método direto pode ser usado para coordenar a batalha, mas os indiretos serão necessários para garantir a vitória. A tática indireta, eficientemente aplicada, é tão inexaurível quanto céu e terra ininterrupta como o fluxo de rios, ela termina para recomeçar, ela passa para retornar mais uma vez.
6. Pontos Fortes e Fracos: destaca a importância de conservar a própria energia, em simultâneo, induzir o inimigo a esgotar a sua; Quem estiver primeiro no campo de batalha e esperar a aparição do inimigo, estará descansado para o combate; quem vier depois e tiver de apressar-se, chegará exausto. Se o inimigo estiver descansado, fustigue-o; se acampado silenciosamente, force-o a mover-se. Apareça em pontos que o inimigo deva apressar-se a defender; marche rapidamente para lugares onde não for esperado. Aquele que tiver capacidade de atacar repentinamente das maiores alturas do céu fará com que seja impossível ao inimigo defender-se. Assim, os lugares que temos que dominar, serão exatamente os que os inimigos não poderão atacar. Podemos avançar e tornar-nos absolutamente irresistíveis, se fizermos isso contra os pontos fracos dele. Se não quisermos combater, podemos evitar que o inimigo nos encontre, apesar de as macas do nosso acampamento estarem esboçadas no chão. Tudo o que precisamos fazer é atirar alguma coisa estranha e inexplicável no seu caminho.
          O bom líder é aquele que comanda suas tropas, como se estivesse comandando a si mesmo, pois quando um líder não segue às próprias regras estipuladas por si, a derrota torna-se evidenciada.
       A chave do sucesso é a habilidade. Aquele que for hábil e pensar mais rápido que  seu concorrente sairá vitorioso.
Profissionais inteligentes usam o efeito da energia combinada das pessoas que estão ao seu redor. Leva em conta o talento de cada um, e utiliza cada pessoa de acordo com sua capacidade e habilidade. É esse o resultado da energia combinada e da integração entre as pessoas.
           O líder deve lembrar-se principalmente da seguinte lição: numa batalha não é possível agradar a todos, porém daqueles que não conseguiu agradar deve ouvir as críticas e trabalhar melhor em cima destas, para conseguir soluções melhores, vencendo assim a batalha.

Jogos baseados em estratégia:

Xadrez
Dama
Pôquer
Baralho
Dominó
Dados
RPG
Gamão, etc.

Filmes com idéias estrategista:

300
O Último Samurai
Tróia
A Sombra do Samurai Kagemusha
Ricardo III
Coração Valente
O Último dos Moicanos etc.

Referência bibliográfica:
TZU, Sun. A Arte da Guerra. Porto Alegre: L&PM, 2000


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Resenha - Declaração Universal dos Direitos Humanos (10/12/1948) O mundo invisível de cada Um (Eliane Brum, 2011)

Declaração Universal dos Direitos Humanos (10/12/1948)
O mundo invisível de cada Um (Eliane Brum, 2011)
Por Uiara Melo.
Mini Resenha
            Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, “todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos” artigo I. Mas hoje em pleno século XXI, será que a humanidade ainda faz o uso perfeito e correto desses tais direitos?
            É difícil iniciar um assunto tão complexo e latente em nossas vidas, em nossas subjetividades sem que não haja em algum momento repulsa de não ter “liberdade” de expressão, ou de direito. Eliane Brum (2011) em seu artigo relata de forma cuidadosa e quase literária, a vida de um mendigo que já foi algum dia “cidadão de direitos” e que hoje divide a sua duvidosa insanidade mental as margens da sociedade.
            E o direito de ir e vir de cada cidadão, em qual momento o mesmo se aplica na sociedade? Existem muitas perguntas que talvez nós não encontremos resposta tão objetivas para elas. Hoje lemos em jornais e revistas, atos os quais notamos a perda da identidade humana. Podemos então dizer, que os Direitos Humanos são construídos a partir do caráter, compaixão e o amor ao próximo? Não podemos analisar a realidade que muda a cada momento e que é influenciada por questão política e socioeconômica sem ao menos, questionarmos a respeito do trem desgovernado da criminalidade, da injustiça social que perpassa por entre nossas vidas e que com a rotina acabamos fazendo “vista grossa”.
            Muito interessante destacar aqui, uma parte no artigo de Eliane Brum (2011), em que ela compara o “Siscondi” linguagem infantil com o fato de o mendigo usar um cobertor ou até mesmo, uma parede invisível para se esconder do mundo real, e ali fazer as suas práticas normais do dia-a-dia. Sendo assim, podemos então, mencionar neste parágrafo o artigo XXV do DH (1948) a qual diz “toda pessoa tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bem estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação...”. Questiono então, em qual momento na vida desse sujeito, ele perdeu os seus direitos independentes das escolhas feitas por ele em sua vida?
            Todo sujeito, ainda no ventre maternal já traz consigo, o direito a dignidade e proteção pelo Estado de Direito, isso é fato, mas em qual momento, em qual tipo de escolha perdemos o direito de gozarmos de liberdade assim como “vivermos a salvo do temor” e da necessidade de sermos homens comuns?  Questões essas as quais teremos sempre que nos deparamos em conflito do que se está no papel ao o que não se é posto em prática. Tudo dependerá da ética e da moral do sujeito do direito e o sujeito de deveres.





Referência bibliográfica:
BRUM, Eliane. O mundo invisível de cada um. Revista Época, 2011.
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS. Adotada e proclamada pela resolução 217 A (III) da Assembléia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948. 

Indicação Tag: Liebster Award

Olá pessoas!! O Ensaio para um Romance foi indicado pelo blog Cheirando Livros da Anice Silva para responder a Tag Liebster Award.
As regras da TAG são as seguintes:

A) Escrever 11 fatos sobre vocês;
B) Responder as perguntas de quem indicou;
C) Indicar 11 blogs com menos de 200 seguidores;
D) Fazer 11 perguntas para quem você indicar;
E) Colocar uma imagem que mostre o selo do Liebster;
F) Linkar de volta quem te indicou.

***

A) Escrever 11 fatos sobre vocês;
1- Sou curiosa em aprender coisas novas;
2- Sincera em excesso;
3- Não esquento a cuca em fazer amizades;
4- Nunca me mudei de cidade, bairro ou estado;
5- Detesto adicionar pessoas no meu face que não irão me acrescentar nada;
6- Não gosto de gente falsa, mesquinha e hipócrita;
7- Já tenho dois livros publicados;
8- Gostaria de ser menos realista;
9- Sonho em viajar por toda a Europa;
10- Passei a confiar mais em mim e em meus escritos;
11- Não solicite "amizade" no face se não for interagir comigo.

B) Responder as perguntas de quem indicou;
1-Qual o último livro que comprou?
    Todos os sentidos de Gersón Prado.
2-Qual seu Livro preferido?
    Não tenho um preferido, gosto de muitos.
3-Há quanto tempo tem o Blog?
    Desde 2009, porém só agora que estou realmente focada no mesmo.
4-O que estava fazendo ao ser indicado para responder a Tag?
     Verificando os feeds do Facebook.
5-Já foi na Biblioteca da sua cidade?
     Sim, muitas vezes.
6-Qual seu site preferido pra comprar livros?
     Compro no Saraiva.
7-Tem Vlog?
     Não.
8-Tem Parceria com Editoras?Quais?
    Não, o meu blog é independente.
9-Está lendo algum livro no momento?Qual?
     Não.
10-Qual sua cor Favorita?
    Preto.
11-Qual a sua religião?
    Espírita.
C) Indicar 11 blogs com menos de 200 seguidores;
8-  ----
9- ----
10- ----
11- -----
D) Fazer 11 perguntas para quem você indicar;
1- O que te impulsionou a desenvolver o seu blog?
2- Você escreve? Qual gênero? Sofre de procrastinação?
3- Qual gênero literário que você mais curte?
4- Quanto tempo de vida tem o seu blog?
5- Qual é a sua pretensão, seu objetivo em ser um leitor crítico?
6- O que você pretende quando desenvolve uma resenha?
7- Você é ambicioso?
8- Quando você entra em contato com um autor pretendendo futuras parcerias, qual é a sua real intenção?
9- Gosta do que faz?
10- Já investiu muito tempo e verba para o seu blog?
11- Você é feliz?

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Resenha - FILME: O BICHO DE SETE CABEÇAS (2000) LIVRO: O HOLOCAUSTO BRASILEIRO (2013)

FILME: O BICHO DE SETE CABEÇAS (2000)

LIVRO: O HOLOCAUSTO BRASILEIRO (2013)

Por Uiara Melo

              Os loucos que não eram tão loucos assim, o livro O holocausto brasileiro (2003) assim como o filme O bicho de sete cabeças (2000), nos relatam a omissão da sociedade com aqueles que precisam ou não de cuidados médicos e psiquiátricos. No século XX e até mesmo no século XXI, aquelas pessoas que não se enquadravam nos parâmetros sociais impostos pela sociedade, eram levados para a clínica manicomial “casa de repouso”. E muitas das vezes, essas pessoas, que não tinham problemas mentais consideráveis, acabavam desenvolvendo-as, devido aos tratamentos de torturas e a ingestão desnecessária de remédios psicoterápicos. Isso acontece com o personagem de Rodrigo Santoro, o Neto, que no filme é levado pelo pai a uma clínica contra a sua vontade porque, os dois não conseguem manter uma boa comunicação, um dialogo entre eles. Isso acontece porque esse pai não sabe como lidar com o problema das drogas, e acredita que um tratamento enérgico irá melhorar as condições do seu filho. Porém, aconteceu tudo ao contrário, para solucionar um problema, foi gerado outro maior, a loucura. Agora o Neto que só tinha o problema com a dependência química, passa a ter problemas com a loucura, que é o efeito colateral dos remédios psicoterápicos e dos tratamentos elétricos que muitos justificam o uso pelo mau comportamento.
            Isso também se passa no livro-reportagem da Arbex (2003), que diz que muitas mulheres que eram abusadas sexualmente por seus senhores ou familiares, eram colocadas no trem que seguia até a Colônia e lá ficavam esquecidas pela sua família e pela sociedade. Além do abandono familiar, esses pacientes lidavam com o abandono do seu EU, da sua subjetividade, toda vez que eram expostos a situações de maus tratos, vivendo sem nenhuma dignidade. Essa desumanização do sujeito foi o efeito do genocídio cometido na época pelos estadistas e a indiferença dos médios com uma ética duvidosa que só queriam garantir a verba do governo do mês anterior, naquele mês vigente, então, não importava a qualidade do tratamento, mas o que importava era a quantidade de pacientes naquele ambiente, e isso está claro tanto no filme quanto no livro.
              E falando em ética, nem tudo que se quer, se deve ou se pode e assim vice-versa. E a partir desse princípio, construímos dilemas quando nos deparamos com questões que são adversas ao nosso exercer profissional, pessoal e social. Podemos mencionar também que a ética pressupõe de liberdade, dignidade, responsabilidade, igualdade de oportunidades, e enfim direitos.
             Dos 60 mil mortos na Colônia, 70% não tinham diagnósticos de doença psicológica, como foi mencionado antes. Muitos, eram alcoólatras, prostitutas, homossexuais, mulheres que perdiam a virgindade sem estarem comprometidas, pessoas tímidas, e até mesmo pessoas que não tinham como comprovar a sua identidade. E essas quando chegavam a Colônia, lhe eram raspado a cabeça, suas roupas limpas e seus pertences materiais (quando tinham) eram confiscados.
            A vida na Colônia era desumana, muitas das vezes os internos comiam bichos que disputavam o mesmo espaço físico com eles, e bebiam água imprópria para o consumo. Não tem como nem imaginar a vida em um lugar desses, qualquer resquício de humanização, era logo perdido por entre aqueles chãos imundos e frios os quais, eram obrigados a dormir. Como pessoas que se dizem detentores de conhecimentos podem ser influenciadas pelo sistema de corrupção a ponto de deixar o outro na estrema miséria e enjaulados?
            E devido a esses maus tratos, muitas doenças de saúde eram desenvolvida naquele lugar e com isso, morriam entre 6 à 16 pessoas em um só dia. A Colônia era um depósito de pessoas assim como muitas outras instituições também. Os mortos eram esquartejados no próprio local sem nenhum cuidado higiênico na frente dos internos, que lutavam para sobreviver a cada dia.
              Arbex (2003) diz em seu livro que o desabafo publicado pelo fotografo Luiz Alfredo da seguinte frase: “Aquilo é um assassinato em massa”, trouxe ao Brasil o representante da luta do fim dos manicômios Franco Basaglia que em sua entrevista coletiva, deixou claro todo o seu descontentamento com a seguinte frase: “Estive hoje num campo de concentração nazista. Em lugar nenhum do mundo, presenciei uma tragédia como essa”. Quantos internos ali, não desejavam voltar ao convívio familiar, ter uma vida considerada “normal”, porque a sociedade nos atravessa tão duramente quando se trata da questão do SER.
            Neto passou pelas mesmas questões dos “não encaixados” na sociedade democrática. Ele sofreu no hospício o que o deixou desnutrido e acabado fisicamente e mentalmente. Uma parte interessante do filme é quando um outro paciente o chama e lhe entrega um gorro, mas a intenção desse gorro não é proteger a cabeça do frio, mas proteger os seus pensamentos, sua mente que ainda estava sã. Protegê-la da conspiração institucional, para que não perder-se a sua essência.
            Hoje existem muitos movimentos em prol do antimanicomialismo, pessoas que enxergam nos pacientes a capacidade de potencializar o seu lado bom, o que você tem de melhor, porque como diz Lobosque (1997) “o sujeito não é único nem idêntico a si mesmo... tomaremos como antimanicomial toda clinica que convide o sujeito a sustentar a sua diferença sem precisar excluir-se do social”.
“Dizem que sou louco por pensar assim
Se eu sou muito louco por eu ser feliz
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz
...
Eu juro que é melhor
Não ser o normal
Se eu posso pensar que Deus sou eu.”.
(trecho da música Balada de um louco – Os mutantes)

            Sendo assim, louco é aquele que vê a vida de uma forma diferente, ou é aquele que lida com o outro sem se importar a quem? Devemos ficar atentos a qualquer irregularidade no atendimento das instituições especializadas a atender pessoas com distúrbios mentais. Se a nosso sistema de saúde para pessoas “normais” está um caos, imagine para aqueles que atendem os mais desprovidos de exercer sua cidadania. Os “loucos” também são pessoas de direitos e deveres, mesmo que estes estejam em uma realidade atípica da nossa.


Referência bibliográfica:
ARBEX, Daniela. Holocausto brasileiro – São Paulo: Geração Editorial, 2013.
LOBOSQUE, A.M. Princípios para uma Clínica Antimanicomial e Outros Escritos. Série Saúde Loucura 13. São Paulo: Ed. Hucitec. 1997.
BALADA DE UM LUCO – OS MUTANTES

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

RESENHA FILME: ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA (2008)



“Em terra de cego, quem tem um olho é Rei.”

Filme: ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA (2008)
Por Uiara Melo

            Ensaio sobre a Cegueira é um filme baseado no romance de José Soramago (1995) , o qual relata a vida de algumas pessoas a partir de uma epidemia de cegueira que atingiu uma cidade dos Estados Unidos. O enredo dependendo do ponto de vista de cada pessoa é um tanto pesado, porém bastante real nos tempo de hoje.
          A cegueira atingiu uma boa parte da população deste local e por medo, o governo exigiu que essas pessoas, ficassem sobre quarentena até que fosse descoberta a cura para a mesma que até o momento, só sabiam que era contagiosa.
          Sete personagens são enviados para um local onde funcionava um antigo manicômio desativado sem nenhum suporte e cuidados. E é desse ponto, que começamos a perceber o descaso do poder diante de fator conflitante. Entretanto, uma dessas personagens não era cega. Essa tal personagem é o agente principal para todo o desenrolar dessa história. Quem realmente seria cego ali, ela que enxergava os problemas e as necessidades dos outros, mas se sentia impotente de agir a favor, ou talvez quisesse preservar o seu companheiro porque pelo menos estaria ao seu lado a todo o tempo, ou os outros seis que realmente estavam cegos fadados em suas próprias escuridão e inseguranças?
       Seria justo se todos os seres humanos que possuíssem algum tipo deficiência fossem colocados a margens da sociedade? Vale a pena lembrar, que de tempos em tempos as práticas civis e políticas veem se alterando descontrolávelmente com o avanço acelerado da humanidade. E a ética, onde se instala diante do caos causado por pessoas despreparadas a conviver com o seu outro lado, o lado “blidness” o que os fazem esquecer-se do “eu social” para andar lado a lado com o “eu primitivo” (instinto de sobrevivência).
        Naquele momento crítico da escolha de um líder, o que seria ser ético, haveria moral e direitos existentes constitucionalmente naquele ambiente porque segundo Coríntios (6:12): “Tudo é licito, mas nem tudo me convém”. Se formos analisar a personagem que tinha o privilégio de enxergar não poderia ela, tomar para si a ordem do lugar? Porém, o líder que mais se sobressai é aquele que de uma forma covarde usa de objeto mortal para oprimir outros. Em questão da opressão, lembramos-nos da tortura, porque com certeza ficar preso naquele lugar, sem um pingo de higiene, com mulheres se submetendo a abusos sexuais em troca de comida, isso sim era uma das torturas físicas e psicológicas as quais os seres humanos deveriam ficar excluído de viver. 

Recomendo o livro e o filme, vale a pena uma reflexão a respeito.

Comentário sobre o filme 50 tons de Cinza por Sammy Araújo


Por Sammy Araújo

     Bom, o que dizer desse filme tão aguardado e que deixou muita gente maluca para vê-lo? O filme é bom, e não estou sendo puxa-saco nem nada, até porque não ganho para isso. Superou as expectativas? Para mim, não. Mas, isso é normal caros leitores, somos leitores, queremos que todas as falas, todos os gestos, cenas e tudo mais do livro estejam no filme, o que quase nunca (ou nunca mesmo) acontece. Imagina você colocar todo o livro dentro de um filme de duas horinhas. Não vai dar. Mas, claro que poderia ter sido um pouquinho melhor. Gente, nunca escondi a minha vontade de ver Ian Somerhalder como Sr. Grey, não é só porque acho ele extremamente sexy, gostoso, maravilhoso, lindo e tudo mais (amoooooooooo), mas é porque eu simplesmente vejo nele um bom ator para ser Grey. Jamie é bom, sim, ele é. Ele é um excelente ator, deu sim tudo de si, encarnou o personagem, mas para mim, faltou algo. Jamie é fofo. Eu vejo ele estrelando filmes do Nicholas Sparks, sabe, cheios de amor, drama, tristeza, ele é muito fofo. (Um gostoso extremamente fofo) Juro, que tentei ver mais atitudes nele, ver caras sexys, jeitos mais em relação a Grey, mas não consegui, toda vez que via a carinha dele, tinha vontade de por ele no colo e fazer carinho. Grey não pode ser fofo, e tive dificuldades com isso. O que dizer de Dakota? Boooooommmm, Dakota é uma boa atriz, tenho certeza que deve ter feito algum filme muito bom...(kkkkk...) Zueiras a parte. A Dakota encarnou bem a personagem também, deu tudo de si, assim como o Jamie, chego a dizer até mesmo que ela foi melhor que ele. Até porque para mim fazer a Ana, qualquer atriz conseguiria, agora ser Grey era o grande X do filme. (X esse que não foi alcançado) Gente, agora preciso comentar, o que eram os outros atores? Eliot (hã?), Mia (oi?), José (que p.. é essa?)... Acho que gastaram o dinheiro todo na cena do planador e não teve verba para achar uns atores mais bonitinhos né? 
     Aliás, que cena perfeita aquela do planador. Foi o único momento que realmente lembrei que estava vendo 50 tons ( e claro, na cena do quarto vermelho, que alias foi muito bem detalhado, perfeito!!! ). É linda, ele tava lindo, ela também, a cena foi linda, foi tudo perfeito...para mim valeu ter visto o filme só por causa dessa cena. Lindaaaaaa!!! 
Achei que tudo foi passado muito rápido, (porque era um filme e não um livro, perdeu-se a riqueza dos detalhes).
      Agora vou falar da cena mais sem noção do filme, para mim. O que foi aquela parada na floresta para caminhada??? (Quem? Onde?) Eles do nada estão no carro, e ele diz: - Vamos caminhar. Daqui a pouco eles estão na floresta ( juro que era a mesma de Crepúsculo), caminhando ( juro que vi o Edward pulando de uma árvore para outra) e juro que pensei que ele ia virar e falar: - Ana, sou um vampiro dominador. 
     E não suficiente isso, eles vão jantar na casa de quem?? É óbvio. Da família Cullen. Estavam lá o senhor e a senhora Cullen, a irmã do Edward das visões (Mia), e o outro que era o vampiro novo (Elliot). E, pronto, fiquei aguardando ansiosamente ele levar ela para o quarto dele e fazer ela de macaquinho pulando de árvore em árvore. Bom, se querem saber minha opinião, o filme é bom sim, e vocês precisam assistir. Quando sair o próximo vou de novo e de pré- estreia novamente, porque 50 Tons merece. Não estou criticando o filme, estou dando minha humilde opinião (que não foi pedida) sobre um filme que foi ansiosamente aguardado. Se deixou a desejar? Qual filme não deixa, não é mesmo? É por isso que continuo com meus livros e sonhos com meus Greys, Rens, Kishans...imaginários. Então, vão ao cinema, fiquem loucas com o gostoso do Jamie (que alias tem uma bundinha linda), gritem muito quando ele aparecer (porque gritaram demais onde eu vi que eu quase fiquei surda) e por favor e mais importante, apresentem o depilador para a Dakota e para o Jamie. (PLEASE!!!!!) 
Boa noite seus lindos.... 
XoXo

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

RESENHA FILME: UM DIA DE FÚRIA (Joel Schumacher – 1993)



RESENHA FILME: UM DIA DE FÚRIA (Joel Schumacher – 1993)

O INIMIGO OCULTO

Por Uiara Melo

O filme Um dia de fúria (Falling Down) foi gravado em 1993, é uma produção americana, dirigido por Joel Schumacher, com a atuação de Michael Douglas no papel de Willian Foster um cidadão americano que aparenta ter por volta dos 40 anos de idade. Willian se separou de sua esposa Beth a qual mantinha um relacionamento conturbado e essa separação não foi “amigável”. Willian e Beth tem uma filha chamada Adéli de aproximadamente 7 anos que quase não vê o pai por sua guarda estar com a mãe, e também por que a Beth tem medo das ações de Willian, talvez das agressões.
            O filme se inicia com o Willian parado em um congestionamento, e o ambiente onde ele está inserido, começa a contribuir com ações externas que irão desencadear em Willian, reações inapropriadas ou até mesmo, apropriadas para ele naquele momento. O ambiente oferece desde ruídos insuportáveis, a incômodos simples que talvez, não fossem tão significativos se ele estivesse exposto em um ambiente calmo e organizado.
            De acordo com Fontes (2003, p. 176) “No caso psíquico, argumenta-se que uma circunstância externa faz com que o indivíduo se sinta emocional e que o sentimento o leva a encetar a ação apropriada”.
            Willian já com o seu nível de irritabilidade ativado, deixa o seu carro e começa a caminhar em direção a casa de sua esposa à pé, e nesse percurso ele tenta por várias vezes falar com ela e não consegue. O seu primeiro contato hostil é com um vendedor de uma loja de conveniência, e por causa de uma moeda e também pela indiferença do vendedor, William deixa explodir o seu primeiro momento de fúria com um taco de baseball, ele ataca-o e vai embora. E a partir daí, qualquer fator ambiental e social como, o calor, a hostilidade das pessoas reforça a sua fúria interna.
            Segundo Fontes (2003, p. 187) “Uma predisposição emocional particularmente importante é aquela na qual o indivíduo favorece uma determinada pessoa, grupo ou estado de coisas. É difícil definir as consequências particulares do comportamento “favorável”, mas um efeito razoavelmente específico muitas vezes pode ser descoberto”.
            Em 20:20 de filme Willian deixa espaçar um indício de que o ambiente está influenciando as suas emoções quando diz: “ Eu levo os meus problemas para casa” e “ Eu tive uma manhã muito estranha”. Ele agora é uma bomba humana em plena exaustão. O que podemos esperar de uma pessoa determinada em atingir o seu objetivo? Mesmo que algum tempo depois William tenha conseguido falar com sua esposa, e deixar claro quando diz “eu tenho que ir para casa”, ele é impedido e ameaçado mais uma vez por ela de não deixá-lo, visitar a sua filha. Percebemos então, que ele é privado em ter qualquer contato afetivo com a Adéli.
            Nesse meio tempo, Willian começa a despertar interesse da policia local, porque as suas vítimas começam a denunciá-lo. E por isso, entra em jogo o sargento Prendergast que está preste a se aposentar, mas é motivado indiretamente a solucionar esse caso, e enquanto isso, Willian continua caminhando de volta para casa, acompanhado do seu outro eu, o seu inimigo oculto. Antes ele tinha em mãos um taco de baseball, mas agora ele leva consigo uma bolsa recheada de armas, o seu nível de periculosidade aumenta a cada minuto.
            Somos seres inconstantes, e diariamente somos colocados em prova, testes assim que abrimos os olhos, todos os dias pela manhã, tentamos sempre nos propor situações confortáveis, agradáveis e suportáveis. As nossas emoções sempre são ativadas quando nos dispomos em contato com outras pessoas, porque não podemos controlar a subjetividade do outro. Willian, então, passa a ser procurado pelos policiais devido os riscos que ele tem proporciona a população. Não sabemos se o William tem algum diagnóstico de psicossomática, psicopatia ou predisposição para esse tipo de comportamento.
            Fontes (2003, p.181) diz que “Notamos que os campos da motivação e da emoção estão muito próximos. Na verdade, podem se sobrepor. Qualquer privação extrema age provavelmente como uma operação emocional.”
            William é um homem com um alto grau de estresse, tudo indica que o reforçador desse estresse, seja a sua relação familiar e o seu relacionamento profissional, porque ele deixa entender isso quando em alguns momentos do filme diz frases subliminares como: “Já passei do ponto sem volta”, “Eu perdi o meu emprego, na verdade ele me perdeu, sou muito educado, e pouco habilitado... e sou absoluto, não sou economicamente viável” e quando também relata o desejo de ter uma família feliz, o que não pertence a sua realidade atual. Ele chega ao auge de sua desconexão emocional quando não aceita ser preso, para ele isso talvez, pudesse ser impotência, e assim, ele faz com que o sargento Prendergast atire nele em legitima defesa. Willian morrer.
            Para Fontes (2003, p.182) “Definimos uma emoção, na medida em que se quer fazê-lo, como um estado particular de alta ou baixa frequência de uma ou mais respostas induzidas por qualquer uma dentre uma classe de operações”.
            Willian pode ter sido somente um homem que foi testado pelos os limites de suas emoções. Até aonde vai o seu limite, o seu controle emocional? Apesar de tudo o que foi mostrado no filme, não temos como afirmar se ele teria algum tipo de psicopatia. Até que ponto podemos nos considerarmos loucos? Sendo assim, o título dessa resenha “O inimigo Oculto”, se refere a isso, porque não nos conhecemos de verdade, basta somente nos colocarmos em um ambiente incomum, para que possamos expelir de nós o nosso verdadeiro EU.  Somos ou não pessoas “normais”?

Referência bibliográfica:
SKINNER, B.F. Ciência e Comportamento Humano. São Paulo. Martins Fontes, 2003.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Resenha filme - Narradores de Javé (2004)

Narradores de Javé (2004) Eliane Caffé

Por Uiara Melo
Mini Resenha.

    O filme de Eliane Caffé, inicia se com uma temática histórica e cultural do Vale de Javé. No primeiro momento mostra a necessidade de aprender a ler e escrever, que muitas das vezes são atropeladas pela ignorância da rotina, e do descaso. Logo depois uma das personagens começa a narra a história do Vale de Javé, um vilarejo que irá sumir do mapa após a inundação que daria vida a uma usina.
      E para que isso não se tornasse realidade, eles descobriram que se tivessem por escrito a história do Vale e provas que comprovassem o mesmo, a usina não poderia se estabelecer no local. Veio então a ideia de escreverem momentos, fatos históricos que registrassem o quanto era importante manter e preservar o lugar.
    Porém  havia um grande problema, a maioria dos moradores eram analfabetos, o que não nos assusta, porque em lugares sertanejos, muitos não tem acesso a educação, a saúde (necessidades básicas) etc, ficando então, as "margens" da sociedade. E isso era e ainda é uma questão de conveniência política.
      Partindo dessas problemáticas a escrita e a leitura que são duas necessidades de comunicação para qualquer individuo, os moradores logo se preocuparam em achar alguém capacitado para que pudesse em papel registrar as narrações dos acontecimentos de Javé. Entretanto a pessoa indicada para tal, era a única que não era bem-vinda no vale, devido ao uso de seus conhecimentos e habilidades para difamar a integridade dos moradores só para manter o seu emprego na agencia do correios.
      Apesar dos pesares, muitos sim e muitos não, os moradores aceitaram que o Antônio Biá o único escrevente do vale, fosse o responsável para escrever o tal livro "científico", o livro de registros.
     Sendo assim, os fatos, as histórias passadas de geração a geração se atravessavam nas histórias contadas (contos, causos). As individualidades, as narrativas eram muito subjetivas, cada um contava a história de Javé a partir da sua visão, da sua compreensão da realidade que os rodeavam. Eram tantas as pluralidades orais e multiplicidade dos fatos que o "escritor" acabou ficando confuso sem passar para o papel as informações obtidas em várias versões divergentes.
      E o filme se desdobra encima dessas valiosas premissas; escrita, leitura, narrativas diversas, fatos, tristeza pessoais e coletivas, alegrias, verdades, mentiras, oralidade etc, que nos são de direito e importância, mas que falta para muitos. Tudo se é falado, narrado, mas nada se é escrito e o livro não acontece, chegando então a usina e eles acabam ficando sem as suas terras no Vale do Javé.  Pessoas ricas de informações e vivencia, porém ignorantes e analfabetas como uma boa parte do nosso Brasil.

Vale a pena assistir o filme!

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Reflexão - Sermão da Montanha/ Conselho Julga os outros/ Até que a vida os separe

Reflexão 

Por Uiara Melo

Sermão da Montanha

" Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o Reino dos Céus! Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados! Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra! Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados! Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia! Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus! Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus! Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus! Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de Mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós."
(Mateus, 5:3-12)

Conselho - Julgar os outros

" Não julgueis, e não sereis julgados.[9] Porque do mesmo modo que julgardes, sereis também vós julgados e, com a medida com que tiverdes medido, também vós sereis medidos. Por que olhas a palha que está no olho do teu irmão e não vês a trave que está no teu? Como ousas dizer a teu irmão: Deixa-me tirar a palha do teu olho, quando tens uma trave no teu? Hipócrita! Tira primeiro a trave de teu olho e assim verás para tirar a palha do olho do teu irmão."
(Mateus, 7:1-5)

Até que a vida os separe

Fragmento tirado do livro ATÉ QUE A VIDA OS SEPARE de Mônica de Castro. O que fazer quando você ama um filho e rejeita outro, mergulhando na culpa sem encontrar explicações para os seus sentimentos? Pág. 42.


" ... Que só nascemos na mesma família porque estamos ligados de alguma forma, seja pelo amor, seja pelo ódio?
- Não necessariamente, embora isso seja o mais comum. Mas há casos em que o espírito que vai reencarnar não teve nenhuma outra relação com seus novos familiares. Isso acontece por vários motivos. Pode ser porque não haja mais ninguém disposto ou disponível para recebê-lo como filho, e ele aproveita a oportunidade de nascer em outra família. Pode até ser mero oportunismo mesmo: o espírito que nasce de qualquer jeito e aceita as únicas pessoas que estão dispostas a recebê-lo. Mas tudo isso é feito com muito respeito e livre arbítrio. Não se impõe nada a ninguém. Os espíritos, tanto dos pai quanto dos filhos, devem estar de comum acordo. Do contrário, nada lhes será imposto. Receber um espírito estranho, muita vezes pode ser bem difícil, porque os laços de sentimentos estarão se iniciando naquele momento. Mas pode também ser muito fácil, porque a ausência de pendências anteriores, aliada a uma afinidade de pensamentos e propósitos, pode tornar a convivência muito harmoniosa e prazerosa. Seria mais ou menos fazer uma amizade."


Reflexão:

    Bom pessoal, eu li o livro citado acima, e vi a importância de se refletir sobre ele e compartilhar com vocês, pois as vezes estamos em uma família em que a convivência entre seus membros é conflitante, pais ditadores, filhos rebeldes e etc. Penso que tudo tem seu motivo, como sempre dizemos: "Não somos obrigados a gostar de ninguém." Mas querendo ou não, agimos por afinidades, no qual pode se estar dentro do nosso circulo familiar ou fora dele. Então devemos deixar as coisas fluírem de forma mais tranquila possível, sendo mais tolerantes, para a nossa própria convivência.
    Quantas vezes deixamos de lado, os detalhes mais importantes de nossas vidas, e somos egoístas querendo sempre mais, mais e mais. A ganância, a cobiça, a soberba, são pecados mortais, e cega as nossas vistas para não enxergarmos o que há de mais precioso em nosso lar, que é a família (pai, mãe e filhos), hoje já não tradicional assim, mas continuam sendo uma família. Principalmente digo àqueles que já são pais, os que ainda serão, seus filhos são gerados no mais profundo sentimento que é o amor de mãe, que vai se conquistando, crescendo a cada dia de sua gestação, quando a criança nasce, ela não tem nada formado em questão de conceitos, valores, ética, amor, tristeza, alegria... e os pais existem para que cada fase de seu desenvolvimento, possam estar contribuindo para esse futuro, adolescente e adulto. 
     Por isso que pequenos detalhes que para muitos são insignificantes, como: festas na escola, colo quando se precisa, estar presente em decisões importantes para o seu filho, dar lhe segurança, possibilitá-lo a ter liberdade de expressão, são fundamentais para que aconteçam os diálogos entre ambos, sem mentiras, falsidades. Caso você não se deixe envolver dos melhores sentimentos e momentos do seu filho a qual ele poderá lhe proporcionar ainda criança, o mesmo quando estiver com 18, 19... anos, não será obrigado a lhe dar quaisquer atenção, satisfação, amor e carinho. Visto que se lá no começo, você mesmo não se permitiu conhecer ou se quer conhecê-lo.O que tem que mudar é essa modernidade da educação desenfreada familiar. Que culpa a falta de tempo para justificar a má educação dos seus filhos. Mentira, a realidade de hoje são esses projetos de filhos de pais "hipes" como diz Içami Tiba em um de seus livros. Muitas crianças se acham "gatos" na posição de se sentirem reis.
    Quando fazemos a passagem divina, o que levamos, são os mais profundos sentimentos que conquistamos aqui em vida, o amor, e a felicidade. O dinheiro, o carro novo, a casa dos sonhos, o perfume importado, isso tudo fica aqui, não levamos nada. É triste quando paramos para pensar nas pessoas que não falamos mais, pessoas as quais brigamos por coisas tolas, e pessoas as quais tentamos ser donos (não somos donos de ninguém). Então amem, mas amem muito seus filhos as pessoas que estão ao seu redor, para que depois não se arrependam do que não fez. Pois a criança que você é hoje será o seu pai amanhã. Não cometas erros, não deixes que o egoísmo, a ganância suba-lhes a cabeça. Faça com o seu filho o que você gostaria que fizessem com você.  




sábado, 14 de fevereiro de 2015

A receita para a FELICIDADE

A receita para a FELICIDADE
 Por Uiara Melo

Ingredientes:

1 copo de sabedoria;
1 litro de sinceridade;
1 1/2 xícara de alegria;
2 colheres de amor;
1 pitada de humor;

Modo de preparo:

Pegue um coração e adicione os ingredientes.
Misture com muito cuidado para que todos se envolvam delicadamente.
Quando já estiverem bem condensados, reserve por alguns minutos.

Pronto!

Agora se deleite, e compartilhe à vontade.

Para acompanhar essa deliciosa receita, pegue 1 copo e adicione os seguintes ingredientes:

1 dose de medo;
1/2 dose de raiva;
1 gota de tristeza.

Misture bem e beba num gole só.

Deguste da sensação agridoce que as emoções nos proporciona.
Não ligue, não esquente, esta receita pode ser alterada sempre que desejar.

Enfrente, pratique ou você acha que a vida é simples assim?


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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Novidades!!

Olá, agora estou com parcerias de autores colegas de estrada, e estou oferecendo o meu trabalho como Beta.
  Para mais informações acesse as abas acima.
 Beijos!!