sexta-feira, 23 de abril de 2010

São Jorge - Pai OGUM

Peço licença a todos os Orixás para falar no dia de hoje desse
Grande Guerreiro o Nosso Pai Ogum o Nosso São Jorge.
 Salve Meu Pai Ogum

É filho de Oduduwa e Yembo, irmão de Xangô, Oxossi, Oxun e Eleggua. Ogum é o filho mais velho de
Odudua, o herói civilizador que fundou a cidade de Ifé. Quando Odudua esteve temporariamente cego, Ogum tornou-se seu regente em Ifé. Ogum é um orixá importantíssimo na África e no Brasil. Sua
origem, de acordo com a história, data de eras remotas. Ogum é o último imolé.
Os Igba Imolé eram os duzentos deuses da direita que foram destruídos por Olodumaré após terem agido mal. A Ogum, o único Igba Imolé que restou, coube conduzir os Irun Imole, os outros quatrocentos deuses da esquerda. Foi Ogum quem ensinou aos homens como forjar o ferro e o aço. Ele tem um  molho de sete instrumentos de ferro: alavanca, machado, , enxada, picareta, espada e faca, com as quais  ajuda o homem a vencer a natureza.

O guerreiro

Era um guerreiro que brigava sem cessar contra os reinos  vizinhos. Dessas expedições, ele trazia sempre um rico espólio e numerosos escravos. Guerreou contra a cidade de Ará e a destruiu. Saqueou e devastou muitos outros estados e apossou-se da cidade de Irê, matou o rei, aí instalou seu próprio filho no trono e regressou glorioso, usando ele mesmo o título de Oníìré, "Rei de Irê". Tem semelhança com o vodum Gu.

Prece a Ogum

Orixá, protetor, Deus das
lutas por um ideal.  Abençoai-me, dai-me forças, fé e esperança.  Senhor Ogum,
Deus das guerras e das demandas, livrai-me dos empecilhos e dos meus inimigos. 
Abençoai-me neste instante e sempre para que as forças do mal não me atinjam. 
Ogum Iê, Cavaleiro Andante dos caminhos que percorremos.  Patacori... Ogum Iê...
Ogum meu Pai, vencedor de demandas... Ogum Saravá Ogum... E que assim seja!


Um comentário:

  1. Ogum

    Cantavam num tal tempo e canto, um conto,
    Que um moço tendo na aldeia chegado
    Tentou conversar em vão e ficou tonto
    Sem respostas de um povo silenciado.

    O tal moço sentiu-se furioso,
    Por fantasiar aquela zombaria
    Do povo, a quem se mostrou poderoso
    E matou todos com sua artilharia.

    Tempos depois, chegando noutra aldeia,
    Contou o ocorrido para um ancião.
    O velho falou ser coisa na veia
    Do povo, nuns dias, nada dizer não.

    O moço, Ogum, sentindo-se culpado
    jurou proteger todo o injustiçado.

    Fernanda Barros de Matos
    Sociedade do Baobá - (Soneto tipo inglês, 14 versos, três quartetos e um dístico, decassilábicos, ABABCDCDEFEFGG)

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